Por que jogar Journey?

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Fiz esta pergunta a mim mesma no começo do ano, quando meu namorado comprou o jogo. Após alguma insistência dele (e relutância de minha parte), concordei em jogar o tal do Journey e eis aqui minha experiência:

Journey é um jogo (obra de arte) desenvolvido pela Thatgamecompany, lançado em março de 2012. Exclusivo para PS3, pode ser comprado na PS Store por um valor que gira em torno de US$ 16,00.

A história do jogo é intuitiva, já que não há falas ou formas de comunicação a não ser o símbolo (ou runa) do seu personagem.
Textos aparecem apenas nos créditos finais, afinal, o objetivo dos desenvolvedores desta obra de arte era mostrar a insignificância e despertar a admiração nos jogadores. Posso afirmar que este objetivo foi mais do que cumprido.
A ideia do diretor criativo era criar uma obra que emocionasse o jogador além da “típica mentalidade derrota/morte/vitória” que a maioria dos jogos eletrônicos tem.

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Você joga online, podendo encontrar apenas um jogador de cada vez, mesmo sem se conhecer, os jogadores acabam acompanhando uns aos outros. Você só descobrirá o nome de quem passou por você quando chegar nos créditos.
Às vezes passam várias pessoas por você e você não percebe, já que são todas figuras encapuzadas com poncho vermelho ou branco.
Afirmo que o jogo se torna mais emocionante (como se fosse possível) quando você atinge seus objetivos com a ajuda de uma pessoa anônima, que você não sabe NADA sobre.

Você começa em um deserto, andando sozinho rumo ao topo de uma montanha.

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Para chegar lá, você passará por vários locais onde recolherá runas e encontrará pedaços de tecido que aumentam seu cachecol. O seu cachecol faz você voar por um curto período de tempo quando “carregado”. Seu parceiro pode recarregar o seu cachecol quando se aproxima de você e vice-versa- um dos pontos bons de se jogar online.

Durante a longa jornada, você também pode encontrar locais onde verá um pouco da história da civilização que morava no local tomado pela areia, transformado em deserto e ruinas, que é o cenário do jogo.
Você passa por diversas “fases”, onde continua a busca por runas e histórias. Os cenários são bem diversificados e os desafios são crescentes, como é de se esperar.
Do deserto ao inverno congelante, sua missão é chegar até o topo da montanha.
Quando você chega ao final do jogo – que leva cerca de duas horas (ou mais, se você for do tipo detalhista) – você descobre algumas quests que completou, como por exemplo, encontrar a flor amarela no meio do deserto.

A parte mais marcante da jornada se mostra na arte. Tanto o cenário quanto a música prendem a atenção e são extremamente marcantes.

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O cenário é muito bem trabalhado e muito grande, você tem a possibilidade de andar por todo o espaço, deixando leves rastros na areia.
Conforme o jogador avança, os cenários vão mudando. Você pode observar o entardecer no deserto e a noite fria no gelo, onde os ventos são seu maior obstáculo.

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Acredito que o minimalismo gera tamanho impacto, juntamente com as emoções causadas pela música e pela ajuda que surge de um desconhecido.

Minha parte preferida é a trilha sonora.
Composta por Austin Wintory, é expressa na maior parte do tempo por violoncelos, que descreveu a música como “um grande concerto de violoncelo onde você é o solista e todos os outros instrumentos representam o mundo ao seu redor”, pois o objetivo é que a música se desenrole conforme o andamento do jogo.
A música casa com a ação e o cenário. De Apotheosis até I was born for this, garanto que é quase impossível não se emocionar. Se quiser ouvir a trilha completa, clique aqui.

Na minha opinião, o que dificulta o acesso ao jogo é ele ser exclusivo ao PS3, desta forma, não dá pra baixar por aí.

Depois de toda a ficha técnica, posso dizer que Journey é uma peça emocionante. Causa arrepios e muitas emoções, você realmente se descobre na insignificância e não consegue jogar apenas uma vez.
Além disso, é uma obra de arte visual e auditiva, é um jogo que te prende do começo ao fim – até quando você está assistindo outras pessoas jogarem.
Garanto que comprar Journey não causará arrependimentos.

Quem escreve? Isabela

Futura publicitária, apaixonada por redação e fotografia. Vive em busca de games mobile, melhor motorista de GTA, apelona no Mortal Kombat e Nintendista desde pequena. Leitora assídua de sagas de fantasia, aprendiz de ketan e bastante viciada em Doctor Who, sempre acompanhada pelo Oswald <3