Ori and the Will of the Wisps é provavelmente a maior pérola escondida na E3

ori capa

A Microsoft teve uma conferência bastante movimentada com a revelação de Devil May Cry 5 e do jogo de ação Sekiro. Ambos criaram uma expectativa gigante, mas outro jogo acabou passando fora do radar: Ori and the Will of the Wisps. O jogo, como seu antecessor, está fenomenal.

O primeiro jogo foi um início maravilhoso para o Moon Studios, mas o grupo agora quer levar as coisas ainda mais longe com Will of the Wisps. E isso fica claro nas declarações do diretor Thomas Mahler:

“Quando (Ori and the) Blind Forest ficou pronto, nós lemos todas as mensagens nos fóruns e tudo mais, lemos tudo que os jornalistas escreveram e então procuramos: ‘quais são as reclamações?’. A meta é: Como podemos aperfeiçoar metroidvania? Será que podemos realmente levar o gênero a frente?”

No evento de apresentação da Xbox, a imprensa teve acesso ao mapa “Windswept Wastes“, uma região que se torna acessível com cerca de 4~5 horas de jogo. E chamou a atenção o esforço da Moon Studios em tornar o combate “muito mais variado”. Em qualquer ponto, tornou-se possível abrir a roda de habilidades para pausar o tempo e reequipar (ou remapear) os ataques e magias entre os slots e botões. Vários equipamentos novos como uma espécie de espada, uma marreta lenta, mas com dano massivo e um arco fazem com que o combate seja muito diferente e o personagem muito mais “poderoso”.

A ideia é que o jogador possa encontrar seu próprio estilo de jogo e personalizar Ori dentro desse estilo. Fragmentos podem ser coletados pelo mundo e ganhos durante missões paralelas, dando maior controle sobre as habilidades passivas (como atirar várias flechas de uma vez, ou causar mais dano) do que a árvore de habilidades do primeiro jogo. Os fragmentos podem inclusive ser encontrados fora de ordem.

Na demonstração, foi possível ver também uma nova habilidade de Ori: enterrar. Essa nova habilidade permite ao personagem mergulhar na terra (de uma forma absurdamente fluida) e navegar pelo solo macio. O objetivo do estúdio é tornar todas as habilidades multifuncionais, para que tenham um propósito tanto em plataforma quanto na solução de puzzles e combate. Por exemplo, a habilidade de enterrar permite que o personagem ataque inimigos que possuem carapaça por baixo, atingindo a parte que seus cascos não protegem para torná-los vulneráveis.

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E se o jogo original causou muita dificuldade, podemos esperar uma aproximação mais “justa” em Will of the Wisps. “O desafio é por si só uma coisa boa”, declarou Mahler. “Eu acho que um erro que cometemos em Blind Forest foi o fato de que na hora do desafio, o jogo salvava automaticamente. Então quando você voltava, você tinha de completar o desafio”. Dessa vez, você poderá voltar, fazer missões paralelas, melhorar suas habilidades e então retornar para apanhar mais um pouco quando se sentir pronto.

“Nós temos sequências lá dentro que são doidas, absolutamente loucas, e amamos isso. É muito legal”.

Se vocês jogaram Blind Forest, provavelmente já estão esperando coisas boas desta sequência. E com base no que a demo apresentou, as expectativas são válidas. Assumindo que o resto do jogo seja tão bom, provavelmente poderá ser um dos melhores jogos metroidvania de todos os tempos. Já estamos animadas pra chegada dessa nova versão <3


Texto traduzido do Destructoid.

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).