Dica de Livro: Guerra Mundial Z, Max Brooks

guerra_mundial_z

No livro Guerra Mundial Z, o norte-americano Max Brooks, faz uma paródia dos guias de sobrevivência convencionais

O livro começa a ser contado por um funcionário da ONU que, após “A Crise” ou a “Guerra Mundial Z”, precisou entrevistar centenas de pessoas e escrever um relatório sobre a situação em que o mundo se encontrava. Por ser um documento influenciado pelo “fator humano”, ele recebe uma sugestão de sua chefe: escrever um livro com os relatos.

Eu não vi o filme baseado no livro, então não posso contar com essa perspectiva também. A história desse mundo “pós-guerra” me deixou muito interessada, muito mais pela dinâmica dos acontecimentos, como a forma de o vírus se espalhar, os relatos dos sobreviventes após combatê-lo, relatos de pessoas durante a “guerra” e até a ligação entre alguns pontos de uma história e outra que pelo tema propriamente dito.

A obra funciona muito bem neste formato. É interessante imaginar como os governos tentavam encobrir o que estava acontecendo, como agiam, propositalmente, para criar um meio ineficiente de combater o que achavam ser uma doença comum, como as pessoas com maior poder aquisitivo se comportavam e mesmo o que a maioria delas faziam para sobreviver e não serem pegos.

E é claro: a melhor parte para mim são os relatos após o que chamam também de “anos sombrios”, das pessoas que escaparam e falam sobre como estão e o que fizeram para seguir em frente. Em várias situações a existência de zumbis parecia um detalhe diante de como cada pessoa agia com a outra.

O começo da história é um pouco arrastado, já que o autor consegue inserir diversos detalhes, locais e siglas na história e, apesar de estimular a mente, pode fazer com que demoremos para engatar o livro. Táticas de batalhas, respostas de diversos governos e como a sociedade se modificaria são alguns dos pontos apresentados, se é que podemos dizer, de um jeito bem real.

“A maioria das pessoas não acredita que uma coisa possa acontecer até que ela realmente aconteça. Não culpo ninguém por não acreditar”.

Para quem procura um bom livro de ficção e ação, fica aí a dica!

Quem escreve? Fran

Jornalista recém formada, blogueira de raiz, escritora de faz de conta e boa leitora. Considera pecado dizer não a um chocolate e a uma compra de livros. Gosta da cultura latina e tem uma parede de cartões-postais.