Dica de Livro: Cidades de Papel, John Green

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Uma cidade de papel para uma garota de papel.

No post anterior falando de John Green, contei que sou apaixonada por “Quem é você, Alasca?”, de forma que, assim que li Cidades de Papel, fiquei encantada, já que amo/sou personagens femininas marcantes que tudo que querem da vida é encontrarem a si mesmas e um pouco de aventura.paper_towns

Quentin é um garoto no último ano do ensino médio que nutre uma paixão platônica desde criança por uma garota que estuda em sua escola e também é sua vizinha, Margo. É válido dizer que, quando mais novos, ela era sua melhor amiga (ouseja: amor platônico pelx amigx de infância quem nunca?). Um dia, enquanto brincavam em um parquinho, encontraram um homem morto e Margo concluiu que seus fios tinham arrebentado. A partir daí, ambos se distanciaram, mas isso nada mudou quanto a visão de Quentin sobre ela.

Meus dias tinham uma agradável uniformidade. E eu sempre gostei disso (…). Não queria gostar, mas gostava. E assim, o cinco de maio poderia ter sido um outro dia qualquer – até pouco antes de meia-noite, quando Margo Roth Spiegelman abriu a janela sem tela do meu quarto pela primeira vez desde que me mandara fechá-la nove anos antes.

De volta ao último ano escolar, em uma bela noite Margo aparece na janela de Quentin propondo-lhe uma aventura. Com todo sentimento que ele nutria, aceita e *SUSPENSE* acaba se tornando motorista (e cúmplice) dela. Ele lhe dá toda assistência necessária para que ela cumpra o roteiro que propôs.

Essa aventura, no entanto, se trata de uma vingança muito criativa contra todos aqueles que magoaram Margo de alguma forma – isso envolve deixar um bacalhau na casa de cada um, depilaram a sobrancelha de Chuck, o cara mala que também incomodava Quentin e ainda visitaram alguns lugares especiais.

— Hoje, meu bem, vamos acertar um monte de coisas que estão erradas. E vamos estragar algumas que não estão certas. Os últimos serão os primeiros; e os primeiros serão os últimos; os mansos herdarão a terra. Mas, antes de redefinir completamente o mundo, precisamos fazer compras.

Certo de que aquela era a melhor noite de sua vida, Q volta para a casa ansiando pelo dia seguinte, para vê-la novamente. Acontece que Margo simplesmente não aparece na escola. Margo havia desaparecido – não que seja a primeira vez ou que ela nunca deixasse pistas para ser encontrada (sempre deixava), mas daquela vez ninguém parecia querer saber dela além de Quentin… E as pistas estavam um pouco mais difíceis de serem encontradas desta vez.

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Quentin e mais dois amigos decidem embarcar na busca por Margo. E aí a história começa a ficar melhor ainda.

É muito difícil ir embora – até você ir embora de fato. E então ir embora se torna simplesmente a coisa mais fácil do  mundo

Cidades de Papel, de John Green, foi publicado pela Editora Intrínseca. Há diversas referências, metáforas e o estilo leve e conquistador permanece forte. O desfecho do livro, apesar de ser considerado um pouco surreal por alguns, é cativante e me fez refletir sobre várias coisas. Margo é uma menina que quer se encontrar e deseja sentir/significar algo. E Quentin é muito mais do que pensava ser, bem como seus amigos.

Recomendo o livro para todas as pessoas que de vez em quando se sentem perdidas ou seja todo mundo HUE.

Ele será adaptado para filme e a produção já começou! A estreia está prevista para 31 de julho de 2015 e já estou ansiosa <3 Você pode acompanhar a produção aqui!

Espero que gostem da indicação ;D

Quem escreve? Fran

Jornalista recém formada, blogueira de raiz, escritora de faz de conta e boa leitora. Considera pecado dizer não a um chocolate e a uma compra de livros. Gosta da cultura latina e tem uma parede de cartões-postais.