Dica de jogo #strong female lead: Iconoclasts, uma criação que levou 10 anos

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Saiba detalhes sobre o jogo, que inclusive tem uma protagonista mulher <3

Joakim “Konjak” Sandberg não é um cara que liga muito para sua saúde. Nos últimos sete anos, o desenvolvedor trabalhou sozinho no projeto de Iconoclasts, lidando com a programação, o design, atrasos e episódios de depressão. Mas sua obra-prima finalmente foi lançada no dia 23 de janeiro de 2018. O desenvolvedor jura que a partir de agora irá se lembrar de descansar aos finais de semana, mas que poderia ter aperfeiçoado o jogo um pouquinho mais. Olhando para trás, é orgulho o que ele sente ao ver quão longe chegou.

Uma demonstração foi disponibilizada em 2013 para análise da mídia gamer, dois anos antes de ser publicado na extinta plataforma Greenlight da Steam. Na época, a previsão era que o jogo fosse lançado em 2016, uma vez que Sandberg já se dedicava ao projeto em 2010, com base em uma ideia surgida em 2007. Com forte inspiração em Monster World 4 (jogo do Mega Drive) e em Metroid Fusion, esse foi o maior projeto que Sandberg se envolveu em sua carreira. Comparado aos projetos anteriores, o jogo também se destaca não só pelo tamanho, mas também pela história ambiciosa.

O Jogo:

Iconoclasts se desenvolve em um mundo em que todos os empregos são escolhidos pelo “The One Concern” (O único interessado), uma espécie de líder governamental e em um mundo onde a principal fonte de energia é um combustível conhecido como “ivory” (marfim), elemento considerado sagrado. Os mecânicos são os responsáveis por construir o maquinário sagrado e repará-lo, sendo respeitados de forma quase religiosa. Então, obviamente você não pode simplesmente escolher se tornar um mecânico. Mas isso não impede a protagonista Robin, conhecida como a “mecânica secreta” de exercer essa arte com o conhecimento adquirido de seu pai.

A história tem grande foco na narrativa e o criador afirma não ter planejado um script. Em suas palavras, “o jogo foi feito da mesma forma que todos os anteriores: enquanto jogava”. Ele desaconselha que as pessoas tentem fazer isso caso não tenham muito foco, uma vez que o resultado final pode deixar a desejar. “Comecei a criar a história quando tinha 20 e poucos anos e quando terminei já tinha 30”, disse Sandberg, demonstrando como a formação de sua personalidade adulta influenciou o desenvolvimento do jogo. “Eu sempre tive a intenção que o jogo começasse tranquilo, feliz, um tanto clichê, e que ao final se tornasse algo mais obscuro”. Sandberg começou a criar jogos em sua adolescência, fazendo parte do grupo Clickteam, e após um bom tempo brincando com ideias pequenas, começou a trabalhar em Iconoclasts. De lá para cá já se passaram 10 anos, e esse lapso temporal é visível no jogo. É como se a história crescesse junto ao jogador e a personagem principal é o centro de tudo isso. Apesar de não falar, Robin acaba tendo sua personalidade construída pelo imaginário do jogador, com base nas conversas com outros personagens e a ajuda oferecida a eles.

Algumas das melhores ideias do jogo surgiram da falta de tempo para o lançamento. Por exemplo, o sistema de evolução da personagem inicialmente seria muito mais complexo, mas Sandberg não queria que ficasse complicado e trabalhoso demais. Seu objetivo era que os jogadores tivessem exatamente aquilo que precisavam, e nada mais. Assim, o sistema foi modificado de forma a dar mais ênfase na estratégia do que na utilização de itens poderosos. Somente esse sistema levou quase o ano todo de 2017 para ser desenvolvido e Sandberg afirma que não lembra de quase nada que aconteceu no período.

Já que o jogo foi lançado no dia 23 de janeiro, provavelmente Sandberg já deve estar trabalhando novamente no projeto, uma vez que esse é o período que exige mais correções e atualizações, mas o seu principal objetivo já parece ter sido cumprido: Fazer com que as pessoas se divirtam.

Resenha rápida:

A primeira coisa a dizer sobre Iconoclasts é que o jogo tem uma crítica muito positiva na internet, que você pode conferir na OpenCritics. A pontuação dele é de 85, num total de 100 pontos. O jogo é resumido na Steam de uma forma bem clara e bacana:

Robin só quer ser uma mecânica e ajudar as pessoas, mas sem uma licença ela é uma “pecadora” aos olhos da “Mãe”. Desde que pegou a sua chave inglesa, o mundo ficou louco e seu objetivo é consertá-lo. Agora, todos que ela ama estão sendo punidos e os agentes da “One Concern” estão atrás dela.

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Mas algo está acontecendo – algo maior do que as secas do combustível de marfim e que conflitos pessoais – e Robin está no meio disso tudo. Nesse jogo você encontrará:

  • Horas de diversão, ação e aventura neste louco jogo de plataforma;
  • Numerosos locais densamente detalhados preenchidos com momentos de ação e quebra-cabeças;
  • Mais de 20 batalhas esmagadoras, contra chefes capazes de preencher toda a sua tela, estarão no seu caminho;
  • Três configurações de dificuldade do jogo, realizadas por um sistema único de ajuste que alteram também a jogabilidade;
  • Uma história épica e cheia de emoção – será uma mecânica capaz de consertar o mundo inteiro?

Iconoclasts é a obra-prima do desenvolvedor independente Joakim Sandberg, depois de sete longos anos em construção. Iconoclasts oferece jogabilidade incrível e cheia de ação, piadinhas hilárias e uma montanha-russa emocional de histórias profundamente pessoais.

Trailer:

Iconoclasts está disponível nas plataformas SteamGOG, para Playstation 4 e PS Vita.


Fontes: PCGamer e Steam

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).