Desenvolvedor de Pokémon compartilhou artes conceituais que não entraram nos jogos e os fãs trouxeram os monstrinhos a vida!

pokemon ganham vida

Apesar de os 151 pokémons originais serem conhecidos em todo o mundo, nem todas as ideias de monstrinhos da GameFreak na época acabaram sendo aproveitadas. Na última semana, acabamos conhecendo alguns dos monstrinhos que nunca chegaram aos jogos e os fãs estão trazendo eles à vida!

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A imagem acima foi compartilhada no Twitter pelo designer da franquia, James Turner. É uma página de um mangá detalhando a vida de Satoshi Tajiri, fundador da Game Freak e um dos criadores de Pokémon. Alguns dos designs, como os de Rhydon e Venonat são fáceis de reconhecer, mas outros são totalmente inéditos. Dá pra entender o porquê de alguns deles não entrarem nos jogos, afinal sua aparência selvagem não parece encaixar no grupo presente nos jogos originais. Vejam os olhos do número 62, que coisa bizarra! Já o número 68 talvez pudesse ter seu lugar nos primeiros jogos da franquia.

Também é curioso perceber alguns detalhes nos Pokémons reais: de acordo com Turner, o nome embaixo do Blastoise é uma piada sobre as Tartarugas Ninja.

Apesar de não podermos ver esses monstrinhos nos jogos de verdade, alguns fãs parecem ter tomado essa tarefa para si, criando para eles designs mais próximos dos atuais. As menções a Turner no Twitter são um prato cheio de fanarts agora:

E até mesmo no Reddit, um usuário sob a alcunha “KingHorseFucker” compartilhou uma ilustração demonstrando como os monstrinhos se pareceriam no estilo de Ken Sugimori, responsável pela arte dos jogos originais.

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Mas talvez o mais fascinante de tudo isso seja o fato que a imagem parece revelar mais informações sobre o infame PokéGlitch Missingno. Cada pokémon recebeu uma numeração, que faz referência ao próprio código do jogo. Na imagem, podemos ver quais números os Pokémons não utilizados receberiam caso tivessem chegado ao jogo. Como os fãs mais antigos bem sabem, um Pokémon “Glitch” aparecia sempre que o jogo não conseguia determinar qual monstrinho o jogador deveria encontrar. Esse era o Missingno. E com base nos números na página do mangá, parece que algumas de suas aparições faziam referência a dados armazenados sobre esses monstrinhos não utilizados:

[Isso nos dá uma ideia um pouco mais precisa sobre o que os MissingNo são. Eles não necessariamente são uma sobra de dados de Pokémon que foram inseridos e removidos; os desenvolvedores fizeram designs numerados e os Pokémons foram inseridos seguindo essa numeração, desta forma deixando espaços vazios. De fato, os únicos dados inseridos em poucos (9 de 39) desses espaços vazios é o seu “rugido”. E se eles não se importaram em remover esses dados antes do lançamento, é improvável que eles tivessem se importado em remover qualquer coisa. Mais interessante ainda é que o número 67 (0x43) é um dos nove espaços com um rugido único designado e que pode ser ouvido no link. E mais um comentário: eu me pergunto se eles não perceberam se seria mais conveniente e prático criar uma ordem para a Pokédex que não necessitasse pular espaços vazios.]

Isso também explicaria o porquê de uma das versões do Missingno ter um rugido que nenhum outro Pokémon tinha: Ele pertencia a um dos amiguinhos excluídos.

Incrível que ainda possamos descobrir coisas sobre esses jogos, mesmo após décadas, não? :3


Texto traduzido e adaptado da Kotaku.

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).