5 Motivos para assistir Atypical e se apaixonar pela série

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Série fala sobre autismo de forma tocante e delicada.

A segunda temporada de Atypical chegou à Netflix esse mês. Mantendo o mesmo tom doce do primeiro ano, ampliou a trama dos personagens, trouxe novas discussões e tocou em temas delicados com uma leveza gostosa de assistir.

Enquanto a primeira temporada focou em nos apresentar Sam, sua forma de entender o mundo e sua busca por relacionamentos, a segunda trata mais do processo de independência dele, que só aumenta, agora pensando na formatura, cursar uma faculdade e iniciar a vida adulta.

Então separamos alguns motivos para você assistir a 2ª temporada (ou a série toda, se ainda não conhece) :

1- A discussão sobre o autismo e inserção de outros personagens com a doença

Sam Gardner, protagonista do seriado, está no espectro do autismo e tem alta funcionalidade. Aos 18 anos, ele enfrenta tudo que um jovem na idade dele enfrenta, como trabalho, preocupações com namoro, escola, tentar sair do cerco dos pais, mas passa por coisas diferentes, como ter que seguir rotinas e rituais rígidos, não aguentar ficar em lugares muito iluminados ou com muito barulho, por exemplo.

Não existe um padrão de personalidade entre as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas há alguns comportamentos semelhantes, entre eles a falta de empatia, dificuldade de comunicação ou movimentos repetitivos e involuntários (podemos ver isso em personagens como Sheldon de The Big Bang Theory e Shaun de The Good Doctor).

A série explora bem esses comportamentos que são semelhantes, demonstrando como o mundo funciona na visão de Sam e como ele lida com cada situação. Além de apresentar como  as pessoas que estão em volta, a família, amigos, professores e a sua terapeuta, assimilam as particularidades dele.

E, no segundo ano da série, Sam entra para um grupo com outros alunos também autistas, que estão passando pelo mesmo processo que ele de pensar sobre faculdade e independência. Isso abre portas para mostrar como a doença afeta de forma diferente cada pessoas e como ela se desenvolve em níveis diferentes também.

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2- Desenvolvimento de personagens

A construção de personagens na série é algo a se elogiar, todos eles têm diversas camadas a serem trabalhadas ao longo da trama e são  personagens bem mais profundos do que pode se achar em uma primeira impressão.

Nessa temporada, a série conseguiu trabalhar um poucos mais o arco de cada um isoladamente, abrindo espaço que antes era bem mais focado em Sam. Mesmo ele ainda sendo o personagem principal, há mais cenas com os outros personagens e podemos entrar um pouco mais em suas histórias.

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O personagem do Zahid ganhou bastante destaque nessa temporada,o que é ótimo pois ele é um amor

Outro ponto legal é que nenhum  deles cai naquela construção de “bom ou mal”, todos cometem erros às vezes, fazem coisas sem pensar ou tomam atitudes que podemos julgar erradas, mas isso  não anula as coisas que fazem de bom, só mostra que, como humanos, são passíveis de erros.

A mãe de Sam, por exemplo, às vezes pode parecer protetora além do limite e barrar o crescimento do filho, e podemos achar isso errado, mas ao mesmo tempo é possível entender que ela faz isso porque se preocupa muito com o bem estar dele e da família.

3- O meio termo entre o humor e o drama

A série é uma mistura de comédia com drama, não tem piada pronta ou risada ao fundo, mas constrói situações ou diálogos engraçados em meio a discussões sérias. E é ótimo como acontece essa mescla entre as situações dramáticas e o tom de comédia. A resposta de Sam aos acontecimentos muitas vezes são surpreendentes e hilárias, a honestidade dele com as pessoas e a percepção diferente que tem sobre os assuntos, muitas vezes aliviam a tensão do momento.

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4- Ritmo da narrativa

A história, por ser dividida em 10 episódios de 30 minutos, consegue ser leve e ritmada, podendo trabalhar bem cada tema abordado sem cansar quem está assistindo. E envolve o telespectador com os personagens, o drama vai sendo construído episódio por episódio, aumentando a tensão, os problemas e também os momentos de união e alegria. Então você sempre fica com um gosto de “quero mais” quando um episódio acaba, já pronto para dar play no próximo.

5- Temas abordados

Essa temporada apesar de ter como tema central a  busca pela independência (o que na outra vinha mais em um viés de questionar o que é “ser normal”) trabalhou muitos outros temas dentro dos episódios, desenvolvido em cada um deles.

Acompanhados de uma narração do Sam sobre pinguins (tema que ele adora) que podiam ser comparadas as situações vividas pelos personagens, a série falou sobre mudanças e como se adaptar a elas, o valor da amizade e da família, descoberta da sexualidade (shippando um casal sim), bullying e a dificuldade de entender o que é diferente do padrão e o despreparo de muitos serviços, como o policial, para lidar com pessoas dentro do espectro.

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essa cena foi suuuper tocante <3

Bônus

Elenco: Se já não bastasse a série ser tudo de bom, ainda tem um elenco fantástico! Com: Keir Gilchrist (Sam), Jennifer Jason Leigh (mãe de Sam, Elsa), Michael Rapaport (pai, Doug), Brigette Lundy-Paine (Caisey, a irmã), Amy Okuda (Julia, a terapeuta de Sam) e Nik Dodani (Zahid, amigo de Sam).

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Tudo isso faz de “Atypical” uma série extremamente doce e cativante, que nos diverte e nos emociona ao mesmo tempo que nos ensina.

Pronto! agora já da pra abrir a Netflix e se apaixonar por essa série super amorzinho!

Quem escreve? Juliana Chacon

Jornalista e dona do canal A Louca dos filmes. Me apaixonei por cinema lá pelo 15 anos e desde então tenho me afundando cada vez mais em vícios da cultura pop. Alcancei o recorde de 100 seriados assistidos, e se puder vou falar sobre cada um deles com as pessoas. Sou louca por gatinhos, meias desenhadas e qualquer coisa possível de Star Wars. Me identifico 100% com Usagi Tsukino!