TOP 10 animes e mangás com mulheres poderosas: #1 Girls of the Wild’s

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Resolvi dar um up em mangás no estilo de mulheres/garotas que deixam qualquer um tremendo nas bases. E, por favor, sem mangás hipersexualizados! Na internet, tem uma lista enorme de mulheres overpowers mas de histórias e mangás que toooodo mundo já conhece. Não tem graça criar mais um tópico pra isso, então serão dicas novas ou menos populares no assunto. :3

Achei justíssimo iniciar a lista com um dos mangás mais interessantes que encontrei de uns tempos para cá.

Girls of the Wild’s

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A escola Wild tem um histórico de 42 anos como um colégio só para garotas, destinado exclusivamente para a elite. As garotas dessa escola são treinadas diariamente em algumas das mais mortais artes marciais e lutas em geral, do boxe até a luta de espadas ou taekwondo.

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O ponto de destaque da escola é que ela é o local sede do evento aonde os mais populares esportes do país acontecem, conhecida como a Liga da Wild, ou The Wild’s League, o único lugar no mundo onde garotas adolescentes participam de lutas brutais… Muitas vezes até a morte.

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Certo ano, no entanto, a Wild resolveu mudar um pouco as regras e se tornar uma escola mista. Mas, apesar de abrir as portas para adolescentes do gênero masculino, o único que consegue ser admitido é um garoto chamado Song Jae Gu. A escola ofereceu-lhe uma bolsa integral de 3 anos, independentemente de suas notas, que ele aceita sem pensar duas vezes. Nos últimos dois anos, cada momento da vida de Jae Gu poderia ser resumido a tomar conta de seus dois irmãos gêmeos (um garotinho e uma garotinha), desde que foram abandonados por sua mãe após a morte de seu pai. Ele batalhou muito para sobreviver, colocar seus irmãos mais novos no primário e pagar as contas de casa sozinho, então, receber uma bolsa integral numa escola de elite e tão perto de casa dava a sensação de que as coisas começavam a se acertar…

Mas após conhecer a Rainha, a sanguinária campeã da Wild’s League, derramar café nela e chamá-la de “monstro, as coisas começaram a ficar apertadas para Jae Gu, especialmente quando ele começa a se envolver com outras garotas incomuns na escola.

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Eu não gostaria de levar um chute desses D:

Ler este manwha (variação coreana de história em quadrinhos) é seguir a luta cotidiana de Jae Gu na tentativa de “sobrevivência” num colégio lotado de garotas lindas – e mortais – e aprender a lutar e se virar sozinho!

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Song Jae Gu *u*

Este é o segundo manwha que leio (você pode encontrar a crítica ao primeiro, A Noiva do Deus da Água, aqui) e em geral, tenho tido opiniões bastante positivas a respeito de histórias coreanas. Achei a sinopse de Girls of The Wild’s bastante interessante e resolvi folhear. Não é sempre que encontro enredos com mulheres desse gênero que sejam realmente legais.

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pé na oreia!

Meninas do Wild, em uma tradução livre, é uma série de manhwa coreano escrito por Hun e ilustrado por Zhena (Kim Hye-jin). Iniciado em 7 de agosto de 2011, este webtoon (!!) foi lançado na Revista Naver e ainda está publicando. A versão impressa do primeiro volume de Girls of the Wild’s  foi lançado em 09 de novembro de 2012. A partir de 06 de setembro de 2014, completaram-se 153 capítulos publicados.

O engraçado é que à princípio, o Jae Gu não parecia saber que a escola era só de garotas. A reação dele é hilária. E também é interessante notar as intenções do diretor da escola, Charles Wilds, ao permitir o colegial ser de natureza mista. A explicação dele é um tanto quanto peculiar: As alunas eram de fato incríveis, tanto suas habilidades acadêmicas quanto de luta eram imbatíveis no mundo. Mas, segundo ele, eles haviam esquecido de um pequeno detalhe, os professores da escola deixaram de passar uma parte importante da ideologia de “Mulheres fortes e perfeitas” para suas alunas. Ele usa então uma história para ilustrar isso: durante uma viagem escolar no ano anterior, alguns delinquentes as abordaram e tentaram “assediá-las” sem saber de onde elas eram e quem elas eram. Resultado: uma gangue de 23 caras foi derrotada e esmagada de forma humilhante por apenas seis estudantes. Embora a escola tenha ganhado fama e alguns elogios pelas educandas, o diretor se sentiu extremamente constrangido ao ver suas pobres e inocentes garotas se tranformarem em brutamontes (rizoz). Ele gostaria que elas também desenvolvessem um lado delicado e “maiden”, ou seja, que elas fossem mais donzelas. E então, as 412 alunas do colegial deveriam ser influenciadas por Jae Gu, de alguma forma. E quando isso é anunciado e encaminhado via e-mail nos celulares de todas as alunas… Imaginem, só imaginem a situação.

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CORRE!

Achei bacaníssimo que a popularidade internacional de Girls of The Wild’s como webtoon é que fez com que a Nave publicasse a história como mangá. (Força, cartunistas, vocês chegam lá!) *joga purpurina*

Ok, agora vocês podem me cutucar: Ei, Liao, esse mangá também é do gênero de harem!!!! TRAIDORA!! *joga tomate* – Calma gentem! Xô explicar: Apesar dos pesares de um cado de calcinhas aparecendo vez ou outra, achei que o conteúdo da história foi realmente interessante e curioso. Como não eram coisas que aconteciam a cada página do mangá ou de uma forma que tratavam as mulheres como um puro estereótipo, deixei passar.

Elas são fodas de qualquer maneira mesmo *3*

Elas são fodas de qualquer maneira mesmo *3*

Eu realmente adorei o traço e o estilo do mangá: bem colorido, bem claro, bem desenhado. Simplesmente fabuloso. Fiquei espantada com o esforço colocado em Girls of The Wild’s. E é mais um daqueles mangás que te envolvem e te fazem querer continuar lendo e lendo…

Afirmo com certeza que vocês devem se preparar para alguns feels, porque a vida de Jae Gu é bem difícil e pode ser comovente por diversas vezes. Apesar de algumas partes cômicas durante a vida escolar que te fazem rir, é impossível não admitir que se imaginar no lugar dele é entrar numa fria e passar uns maus bocados. Mas isso é um dos fatores que torna a história boa como é. E ver o esforço diário de Jae Gu tentando se tornar mais forte para proteger o que é mais precioso para ele se torna cativante. É bacana também, apesar de parecer meio clichê, o fato dele aos poucos perceber o poder do apoio de amigos que o ajudam a se tornar mais forte com o tempo. Mas logo se torna bem mais do que isso, então eu reafirmo que vale a pena. Você, pouco a pouco, se identifica com os personagens e pode chegar a sentir seu coração doer e se emocionar junto com eles em cada momento mais tocante. Fora que é muito intrigante ver a luta de Jae Gu não só contra garotas insanas e mega fortes, ou contra um bando de punks intimidadores, mas também contra seus próprios demônios.

É interessante também notar o conflito de dois preconceitos entre os dois personagens principais: a misoginia = ódio por mulheres (feat ginofobia que é medo de mulheres) contra a misandria, que é o ódio por homens. Ambos frutos de traumas causados durante a infância e justificados pela história do passado dos personagens, mas claramente combatidos e desmistificados durante a história.

A história fica a cada capítulo melhor e garanto que será uma boa fonte de diversão, principalmente para quem gosta de mangás de ação, romance e comédia. E sobre o harem… Deixem pra lá ou aproveitem, cês que escolhem. O nível de satisfação com esse manwha é bastante alto, eu diria.

E a primeira certeza que você vai ter é que as personagens principais são, com certeza, fodas! As personagens são atraentes em todos os sentidos da palavra.

Em resumo, leia! É uma ótima dica pro número #1 na nossa lista. É possível achar a leitura online em inglês em sites como mangareader, mangahere ou mangafox. Meu site preferido pra ler foi o kissmanga, que deixa o capítulo inteiro, então você não tem que ficar passando página e mais página.

Até o #2 e um beijo da Liao Ç;

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).