The OA, o que esperar da surpreendente nova série da Netflix!

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Uma joia escondida na Netflix!

The OA poderia ter passado despercebido dos olhinhos curiosos de um seriador, se não fosse pelo fandom trabalhando pesado para propagar a série na mídia. A Netflix lançou pouquíssimo material de propaganda sobre a série, e eu fui cativada pela série por conta de um vídeo teaser e o trailer. Jason Isaacs encabeça o elenco de atores e eu não sei dizer não a esse homem.

A premissa da série é direta e simples: Uma garota cega, Prairie Johnson (Brit Marling) é resgatada após saltar uma ponte e é descoberto que ela estava desaparecida por sete anos e agora ela reaparece com a visão recuperada.

Prairie não consegue falar sobre os anos que permaneceu desaparecida para os seus pais e para o FBI. Enquanto se adapta a sua antiga vida na pequena cidade onde passou boa parte de sua vida, segredos sobre seu desaparecimento e sua milagrosa recuperação virão à tona. Até aí, você acredita que a série é sobre o caso de uma garota relatando sobre o seu desaparecimento. Talvez algo com um toque investigativo? Suspense? Indo por essa vertente, você erra feio!


A série até trata desses temas, mas está longe de ser classificado assim. The OA é uma fantasia contemporânea e qualquer coisa que eu diga é um big spoiler.

Sua primeira temporada possuí oito episódios com tempo de exibição instável, alguns são menos de 50, outros passam de 60. Não estou acostumada com isso, mas não reclamei, sabe? A história é complexa e pela criatividade da criadora Brit Marling (sim, a interprete de Prairie) e Zal Batmanglij, essa complexidade será muito bem explorada, se existir a possibilidade de mais algumas temporadas. Por ser complexo, muitas informações ficam nas entrelinhas e outras é uma questão de imersão do telespectador. A trilha sonora é delicada e lindíssima. A escolha da locação tem uma relação direta com a profundidade da trama.

 

E o elenco… O que posso falar desse elenco que conheço a pouco tempo e já considero pacas? Faz um tempinho que não gosto tanto de um elenco em conjunto como nessa série. Os personagens são cativantes, entretanto Buck, Rachel, Renata e Jesse ficam um pouco para escanteio ao longo da trama e eu queria que eles tivessem conquistado um pouquinho mais de destaque. Fotografia e efeitos especiais impecáveis. O conjunto da obra é sucinto, direto e uma experiência única para cada telespectador. Alguns levarão para o caminho da mitologia, outros acharão a narrativa confusa e sem sentido e alguns, como eu, levarão para o lado emocional e espiritual.

Em uma palavra: É LINDO DEMAIS e eu chorei muito na season finale. E fiquei uns bons dias elogiando e indicando a série a torto e direito.

A segunda temporada ainda não foi confirmada pela Netflix. Contudo, muitas perguntas ficaram em aberto, então é só uma questão de tempo, certo, Netflix? Certo?

A primeira temporada de The OA está disponível no streaming.

Quem escreve? Barbara Herdy

Escritora, blogueira, tradutora, moody, hobbit, caçadora de relíquias, 1840's Kid, gamer, hipster, Rainha perdida e Jane Austen me entenderia, mates.