[Review] The Unfinished Swan

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Trazendo de volta a sensação nostálgica de aprendizado e descoberta de quando éramos crianças.

Ao completar 2 anos de existência essa semana, de presente foram lançadas as versões digitais de The Unfinished Swan para PS4 e PSVita! E o que fazemos quando algo faz aniversário? Homenagem!

Nada melhor do que relembrar bons jogos que com certeza todos deveriam jogar pelo menos uma vez na vida, e esse review servirá para isso: mostrar toda a genialidade e beleza desse indie de peso que inovou (e muito!) a maneira de pensar em exploração do mundo.

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Desenvolvido por Giant Sparrow – um estúdio incubado no Santa Monica Studios (o mesmo de God of War) e composto por 12 pessoas – o game levou cerca de três anos para ficar pronto e ser lançado, antes exclusivamente para Playstation 3.  Recebeu nota máxima em vários grandes sites especializados em críticas, e aqui também não seria diferente: se pudesse dar uma nota, provavelmente seria 10 ou algo muito próximo disso.

Se você curtiu jogar Journey, certamente vai se apaixonar por The Unfinished Swan, pois capta toda aquela essência da jornada, com cenários surpreendentes em um ambiente completamente suerral e poético. Trata-se de uma aventura em “first-person-painter” (pintura em primeira pessoa – uma alusão ao tiro em primeira pessoa), que traz o espírito de descoberta de quando éramos crianças.

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Assim como em Where is my heart? que comentamos aqui semana passada, The Unfinished Swan também o faz seguir uma linha de raciocínio diferente que na maioria dos jogos – enquanto em grande parte o cenário já é apresentado e você só deve seguir seu caminho, aqui você deverá descobri-lo antes, surpreendendo-se com cada pedacinho e revelando um anseio de “curiosidade” que muitas vezes não é trabalhado. Tudo é muito intuitivo, e o game foca muito mais na imersão e experiência do que no desafio em si. Agrada tanto jogadores casuais quanto os hardcore, oferecendo atrativos para ambos.

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História

A história é arquitetada como um livro de contos infantis, de forma bastante simples e com as clássicas lições de moral. O enredo gira em torno de Monroe, um jovem garotinho cuja mãe faleceu há pouco, deixando-o sozinho com mais de 300 quadros inacabados que ela havia pintado.

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Sua mãe era boa em começar coisas, mas não muito em terminá-las (história da minha vida). Ao falecer repentinamente, deixou de herança todos os quadros incompletos para seu filho, que também se sentia inacabado pelo abandono. O paradeiro de seu pai era desconhecido, e por isso, Monroe foi obrigado a ir para um orfanato, levando consigo apenas o quadro favorito de sua mãe: The Unfinished Swan (o cisne inacabado).

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À noite, a ave ganhou vida e saiu voando quarto afora, atravessando uma porta mágica que surgiu no local e guiando Monroe, que decidiu segui-la para o desconhecido e lúdico universo. Nos primeiros minutos do game, você descobre que está em um reino inventado por um Rei criativo e arrogante, e a partir daí seus destinos estão fadados a se cruzar.

Primeiro contato

Logo no início você é largado em uma sala completamente branca com apenas uma mira circular no centro da tela. Demora um tempinho até se tocar que o game já começou, e admito que na  primeira vez também não me liguei – parecia um loading incrivelmente longo.

É engraçado ver relatos do diretor comentando que na primeira vez que colocou a teste, os jogadores demoravam em torno de 30 segundos até começarem a apertar todos os botões e consequentemente algum fazer surgir bolas de tinta voando em frente, manchando o cenário de preto. Assim como o branco completo causa desorientação, atirar enlouquecidamente gotas de tinta preta em todos lugares até tudo ficar pintado também o deixará confuso.

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Os mais perdidos podem acabar andando em círculos por um tempinho, pois não há nenhum mapa, e são poucos os pontos para referência, representados por dourados vivos deixados pelas pegadas das patas do cisne no chão ou observado nos pequenos detalhes de esculturas, vasos ou enfeites em portões. 

Quem escreve? Bruna

Estudante de Design de games/moda/gráfico, aspirante a ilustradora nas horas vagas e artista “faz-tudo” em desenvolvimento de jogos, é louca por qualquer coisa de terror e não dispensa um bom filme trash asiático para rir. Sonysta assumida (deixando o PC muitas vezes com ciúme) e persistente como uma pedra, se negando a jogar no modo easy – quanto mais difícil o jogo, mais viciante!