[Review] Scott Pilgrim vs. the world: the game

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Quem já conhece a vida turbulenta de Scott sabe que ela funciona como um tipo de jogo, e nada melhor do que realmente representar ela em um game de verdade. Scott Pilgrim VS the world: the game traz de volta o espírito old school dos side scrolling beat’em-up – estilo de combate de rua 2D eternizado em games como Streets of Rage e Double Dragon – combinado com o humor característico da graphic novel que deu origem ao jogo.

 

Solta o play para entrar na vibe e simbora ver o que que a baiana  o Scott tem 😉

Vou fazer uma revelação aqui: só fui ler os quadrinhos no fim do ano passado (#shame) e me animei tanto não podia deixar de apresentar esse game divertido e obrigatório para os fãs de Scott Pilgrim. Eu sei, atrasada as hell, mas vamos colocar os assuntos em dia, certo?

COMOASSIM NÃO LEU SCOTT PILGRIM?

COMOASSIM NÃO LEU SCOTT PILGRIM?

Originalmente criado Bryan Lee O’Malley, a HQ é dividido em 6 edições (lançados de 2004 a 2010). Possui uma adaptação para o cinema (que deu muito certo) e o game veio de quebra com a divulgação do filme, desenvolvido pela Ubisoft e também lançado em 2010.

É sensacional notar a preocupação com os detalhes e a fidelidade do projeto. Os cenários são idênticos aos mostrados nos quadrinhos, e as batalhas acontecem nos seus respectivos momentos e lugares certos, o que é DEMAIS. Há diversas referências aos clássicos (da maioria) de nossas infâncias, como Mario, Street Fighter, Sonic, Castlevania, Final Fantasy e até ao épico Akira, filme de animação japonês extremamente famoso lançado em 1988.

Até Guitar Hero entrou para a lista de homenageados

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História

Scott é um jovem canadense de 23 anos, desempregado,  que vive uma vidinha pacata dividindo seu apartamento com o colega de quarto gay, tocando baixo na sua banda de garagem Sex Bob-Omb e “namorando” uma colegial chinesa. Tudo ia monotonamente bem até conhecer Ramona Flowers – a misteriosa e descolada garota de cabelos tingidos – e se apaixonar à primeira vista (literalmente).

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Seria uma simples história de amor se não fosse por um detalhe: para ficar com Ramona e ter o seu “happy ending”, ele deverá derrotar a terrível liga dos ex-namorados do mal, que o desafiarão ao longo do tempo.

A liga dos sete ex-namorados do mal de Ramona

A liga dos sete ex-namorados do mal de Ramona

Se você não conhece a história, o jogo pode parecer sem pé nem cabeça, pois não há NENHUM balão de fala nem explicação para as cenas.

Clube da luta

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Scott não veio sozinho pra meter porrada em geral! Além do protagonista, é possível jogar com outros seis personagens –  três já abertos desde o começo, dois DLCs e um secreto. São eles:

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Scott Pilgrim – Jovem canadense de 23 anos, o cara mais cool (ou não) do pedaço e dizem ser o melhor lutador de Toronto.

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Ramona Flowers – A garota de New York que se mudou recentemente e trabalha para a Amazon. Independente e misteriosa, ela guarda a sete (hue) chaves seus segredos e luta para mantê-los assim.

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Kim Pine – A baterista dos Sex Bob-Omb e amiga de tempos/ex-namorada de Scott. Fechada em seu mundinho, Kim aparenta estar sempre de mau humor, mas ela tem bons motivos para isso.

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Stephen Stills – Vocalista e guitarrista dos Sex Bob-Omb e segundo conselheiro de Scott. Grande parte das vezes é tranqüilo e sereno, mas transforma-se repentinamente em uma pilha de nervos quando se trata da banda.

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Wallace Wells (DLC) – o colega de quarto gay (muito gay, segundo Scott) do “herói”. É calmo e responsável, e não dispensa uma pegação com quase qualquer pessoa que achar interessante. Conselheiro de carteirinha e melhor braço direito ever.

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Knives Chau (DLC) – A ex namorada chinesa menor de idade (17) de Scott (resumo: a que foi traída). Completamente psicótica e “Scottólatra”, fará de tudo para vê-lo feliz e destruir quem ousar se colocar no caminho dos dois (mesmo que já tenham terminado).

clique para ler ALERTA DE SPOILER:

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NegaScott (Negative Scott, ou AntiScott no Brasil) – liberado após terminar o modo história com os quatro personagens primários. Ele é a materialização dos erros e arrependimentos do protagonista

Jogabilidade

Como já mencionado, é um beat’em-up (briga de rua) 2D ao estilo tradicional, que consiste em derrotar todos os inimigos que aparecerem na sua frente para poder progredir nas fases. Os comandos são extremamente simples, baseados em 4 botões de ação principais (ataque fraco, ataque forte, pulo e defesa) + 2 complementares (ataque especial e chamada de suporte).

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O sistema de aprimoramento de status e compras funciona de forma diferente e criativa, remetendo ao já visto em River City Ransom.
Assim como na vida, quase tudo se consegue com dinheiro (hu3). Para aumentar sua força, velocidade , defesa e outros atributos, é preciso juntar uma boa quantia de money (adquirido ao matar inimigos)  e gastar nas lojas encontradas pelo caminho durante as fases. Nada de ter um lugar seguro sempre certo para comprar suas comidas/utensílios. É preciso derrotar todos oponentes do caminho e chegar até os estabelecimentos.

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Dividido em sete fases, o game permite multiplayer local e online (através da compra do DLC, o que é triste) de até 4 jogadores, nos níveis de dificuldade “Average Joe” (normal), ”Rough & Tough” (hard) e “Supreme Master” (extreme hard).

(Continua na página 2)

Quem escreve? Bruna

Estudante de Design de games/moda/gráfico, aspirante a ilustradora nas horas vagas e artista “faz-tudo” em desenvolvimento de jogos, é louca por qualquer coisa de terror e não dispensa um bom filme trash asiático para rir. Sonysta assumida (deixando o PC muitas vezes com ciúme) e persistente como uma pedra, se negando a jogar no modo easy – quanto mais difícil o jogo, mais viciante!