[Review] 6 motivos para jogar RONIN: um indie game de vingança, samurais e SANGUE!

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Um jogo repleto de samurais, lâminas, sangue, conspirações e ação aos baldes!

Desenvolvido por Tomasz Waclawek e publicado pela Devolver Digital (a publisher dos games mais sanguinolentos e com as melhores trilhas sonoras – vide Hotline Miami e Broforce), Ronin consiste em um jogo de plataforma 2D side-scrolling com batalhas em ação baseado em turnos. Você assumirá o papel da heroína mascarada, que deve infiltrar-se em edifícios, esgueirando-se pelas sombras para matar um a um seus oponentes, alcançando assim sua tão esperada vingança.

Foi um dos três jogos vistos no teaser da Devolver na E3 (Ronin, EITR  e Mother Russia Bleeds) – apresentando entre o anúncio de Final Fantasy VII Remake e Shenmue 3, baita responsa! Depois de contar com o early access (acesso antecipado) de quase um mês para obter feedback e executar melhorias, Ronin está sendo lançado essa semana (terça feira, 30 de junho) completão full com tudo que o jogo tem direito, e como tivemos um tempinho para zerar ele antes (thanks Devolver <3), listamos aqui  6 ótimos motivos para jogá-lo 😀

1) Jogabilidade inovadora e viciante

Ronin não é só mais um jogo focado em stealth (infiltração furtiva). “Tá, mas então não tem elementos de stealth?” Tem, e MUITO. É possível jogar boa parte só esgueirando-se nas sombras, mas não é exatamente o foco. É um jogo de plataforma com ação por turnos, que te induz a aniquilar geral – inclusive te recompensa por isso. Cada ação gera uma reação, portanto é preciso planejar os seus movimentos, deduzindo os futuros ataques dos oponentes para poder vencê-los. Quem já jogou Transistor vai se familiarizar um pouco!

Crédito: Kotaku

Crédito: Kotaku

O objetivo obrigatório de cada fase é desabilitar painéis de segurança distribuídos pelos cenários e derrotar chefes quando presentes. Para tanto, é importante aproveitar da agilidade da protagonista e pular de parede em parede ou pendurar-se no teto, evitando atravessar os feixes de luz quando há inimigos por perto.

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Além disso, em cada fase há sempre 3 objetivos complementares não obrigatórios: não soar o alarme, poupar a vida de inocentes e matar todos os inimigos. Ao completar todos os objetivos de uma fase, o jogador recebe 1 skill point para aprimorar suas habilidades.

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Não é aquele jogo que vai exigir um bom tempo só para se acostumar com os comandos em um tutorial enorme – os comandos são super intuitivos e simples. Consistem em botões de andar (WASD ou setas), a mira e o botão de ação (pular, atacar, etc) no mouse, e a barra de espaço para pausar/despausar movimentos. Então se você ficou alguns dias sem jogar, não vai demorar a se reacostumar.

Pode ser pensado como uma mistura de Gunpoint (jogo de 2013 que foi a grande inspiração de Tomasz) com Mark of the ninja mesclados às ações por turno – ou puxando do fundo no baú, poderia ser pensado como um Elevator Action MUITO aprimorado.

2) História instigante

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Apesar de parecer só um game de matança e muito sangue (YEAH!), há uma história interessante que te mantém curioso durante todo o tempo. Desde o começo é deixado claro que a protagonista precisa eliminar 5 figurões específicos que fazem parte de uma poderosa  corporação, mas na foto que nos é apresentada nos loadings, há bem mais pessoas ali – o que deixa aquela dúvida constante de quem serão as pessoas que precisamos matar e por quê estamos fazendo isso.

3) Protagonista cool misteriosa

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Quem não curte uma pessoa vestindo um capacete de cor chamativa e matando geral com lâminas afiadas? Isso pode ter soado estranho, mas quem já jogou Hotline Miami  (Biker) ou viu Durarara!! (Celty) sabe exatamente do que eu tô falando. Mais foda cool que isso, só se usasse tapa olho.

Curiosidade 1: A protagonista me lembrou demais Controller, um curta incrível sobre uma garota com poderes psíquicos mantida sob vigilância e vivendo um romance impossível – fica aqui a indicação. 🙂

Curiosidade 2: Ronin é a denominação dada aos samurais desonrados que perderam o direito de seguir um daimyo – ou seja, não possuem um mestre. (via Wikipedia)

4) Level design bem planejado e divertido

Cada fase oferece uma boa quantidade de desafios, que devem ser analisados para encontrar a melhor estratégia para atravessá-los. Por vezes ir à la loca no feeling pode até adiantar, mas quanto mais o jogador avança no game, mais as coisas ficam complexas e é preciso botar a cachola para funcionar se você não quiser ficar empacado.

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Os chefes e inimigos comuns (agentes, robôs ninjas, etc.) possuem ações e movimentos característicos, deixando os desafios cada vez mais complicados de acordo com a combinação dos oponentes distribuídos nos cenários – o que pode gerar lutas realmente épicas.

5) Arte cativante

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Em Ronin, tudo é muito polido, clean e bonito. Os gráficos seguem o estilo de arte vetorial (como o de Guacamelee!). A cartela de cores escolhida e o estilo artístico adotado criam uma atmosfera muito agradável e imersiva em conjunto com a música. E por falar em trilha sonora, algumas músicas dos chefes são sensacionais – a do segundo boss em específico… GOD, QUE COISA MARAVILHOSA!

Acrescenta (e muito!) na experiência, aumentando a adrenalina nos momentos certos.

6) Dificuldade (realmente) desafiadora

As coisas já começam bem ao saber que o jogo é inteirinho one hit kill – ou seja, levou um golpe já era, morreu, foi-se. Isso faz com que as coisas fiquem realmente “interessantes” quando você está lutando sozinho contra seis inimigos ou mais – muito mais.

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Como comentado anteriormente, as batalhas são por turno, mas é um turno para uma ação sua, um turno para todos os inimigos agirem ao mesmo tempo. Você precisa avaliar a posição e mira de todos oponentes que te enxergam para decidir qual a melhor maneira de atacar ou esquivar, e quanto mais prosseguir, mais a frustração ou raiva começam a bater (e é aí que entra o chazinho de camomila, grande amigo!). Ao conseguir fazer combos matando inimigos em seqüência, o jogador pode efetuar um ataque extra logo após – e isso certamente pode ser sua salvação em momentos críticos.

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Habilidades especiais novas podem ajudar pra caramba – como pendurar inimigos no teto, arremessar a espada, etc – porém você só ganha pontos para aprimorar elas se completar os três objetivos complementares de cada fase (aqueles que comentamos:  não soar o alarme, poupar a vida dos inocentes e matar todos os inimigos). Já é complicado de fazer no inicio, então depois de umas cinco fases é só chutar o balde e esquecer, pois senão é tenso demais (obs: nível very hard x10 não soar alarmes, argh!). Em compensação quando você consegue completar tudo, se sente FODABAGARAI!!!

O único ponto negativo é a mira circular dos pulos. Às vezes pode dar um pouquinho de estresse, quando exige precisão, mas definitivamente isso não incomoda a ponto de estragar a experiência.

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Ronin é um jogo que todo mundo que curte puzzles, ação e tactics deve jogar. Traz combinações inesperadas de mecânicas, gerando resultados inovadores. Consegue causar aquela euforia e arrepio na espinha ao finalizar uma fase difícil like a boss.

Por enquanto é exclusivo para jogadores de PC/Mac/Linux, e está disponível para compra através da Steam GOG por R$ 25,99, ou R$ 36,99 pela edição especial completona, que inclui uma HQ explicando melhor a história e a trilha sonora.

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Ainda indeciso? Você pode testar a demo! 😀

Quem escreve? Bruna

Estudante de Design de games/moda/gráfico, aspirante a ilustradora nas horas vagas e artista “faz-tudo” em desenvolvimento de jogos, é louca por qualquer coisa de terror e não dispensa um bom filme trash asiático para rir. Sonysta assumida (deixando o PC muitas vezes com ciúme) e persistente como uma pedra, se negando a jogar no modo easy – quanto mais difícil o jogo, mais viciante!