Projeto faz releitura dos contos de fadas com versões mais empoderadas das princesas

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E se os contos de fadas fossem escritos só por mulheres com visões diferentes do que é ser princesa?

Fundada em 1937, a Plan International é uma ONG, não-religiosa e apartidária, que defende os direitos das crianças, adolescentes e jovens, com foco na promoção da igualdade de gênero, além de engajar pessoas e parceiros na causa. É ela a responsável pelo projeto A Revolução das Princesas, um movimento criado em parceria com a agência Young & Rubicam.

Esse movimento reúne consagradas escritoras e ilustradoras para revolucionar o papel das princesas nos clássicos infantis, atualizando algumas histórias que pararam no tempo. O objetivo da coleção é contribuir no desenvolvimento de uma geração que acredita que a igualdade de gênero é um direito, mostrando para as meninas , desde cedo, o seu poder.

Os livros são de autoria de Clara Averbuck, Teca Machado, Sebastiana Hoyer e Thaís Lira. As ilustrações são de Lorena de Paula, Natália Lima, Suryara Bernardi e Lorena Giostri. O site do projeto fala um pouco sobre cada uma delas.

O vídeo abaixo explica mais sobre como o Projeto nasceu:

Até agora quatro livros constam disponíveis no projeto: A Revolução de Rapunzel, A Revolução de Ariel, A Revolução de Aurora e A Revolução de Cinderela.

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Cada livro é único, com ilustrações únicas, super fofas.

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Com venda online disponível desde o dia 22 de novembro de 2018, os contos de A Pequena Sereia, A Bela Adormecida, Rapunzel e Cinderela foram recriados para inspirar meninas a serem as heroínas de suas vidas.

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Nessas versões modernas, as princesas não são nada indefesas. São heroínas fortes e corajosas que montam em seus cavalos, lutam contra bruxas e dragões e salvam príncipes que precisam de ajuda agora.

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“Escolhi a Bela Adormecida, uma princesa independente. Ela luta, tem opinião própria e é dona de si. É um conto de fadas invertido”, diz a escritora Sebastiana Hoyer. “Minha Ariel salva o príncipe de um afogamento”, afirma a ilustradora Lorena de Paula. Para a escritora Clara Averbuck, as coisas mudam a partir dos exemplos que são colocados. “Por isso, esse movimento é tão importante.”

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Já existem iniciativas semelhantes no exterior e é algo SUPER bacana de ver acontecendo também no Brasil. Precisamos de histórias que ensinem garotas a serem independentes – e por que não fazer isso recriando clássicos, dando a eles tons mais próximos da nossa realidade? Releituras são importantes e devem ser valorizadas!

Os livros serão vendidos pelo site www.plan.org.br ou no próprio site do projeto, citado acima. Os valores arrecadados com a venda serão revertidos para o projeto Escola de Liderança Para Meninas da Plan International Brasil.


Fonte e imagens: Plan International

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).