No Game No Life – Dois irmãos gamers em busca de zerar o mundo!

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Conheça Disboard, um mundo onde tudo é resolvido através de… jogos!

Conheça No Game No Life, um anime bem diferente: arte, trama e… até mesmo, o autor. A história foi apresentada pela primeira vez em 2012, na forma de light novel, e ainda está em publicação. Mais tarde, em 2013, ela foi transformada em mangá, o qual entrou em hiatos no seu sétimo capítulo. Mas a boa notícia é que, em 2014, a série foi levada para as telas, e teve um anime com 12 episódios.

Disboard tem como autor Yuu Kamiya e o que ele tem de diferente dos outros? Yuu Kamiya é o pseudônimo de um brasileiro que trabalha como mangaká e escritor de light novels no Japão. Outra coisa legal de saber é que a artista da versão do mangá de No Game No Life, Mashiro Hiiragi, é mulher do autor brasileiro.

Enredo

No Game No Life conta a história de dois irmãos, Sora e Shiro, sendo o primeiro um jovem de 18 anos e a segunda uma menina de 11 anos. Ambos são gamers e hikikomoris, isto é, se mantém isolados do resto do mundo, sem nunca sair de casa. Os irmãos, quando jogam, sempre deixam os nomes de seus personagens em branco. Como são muito bons no que fazem, ambos ficaram bem conhecidos e passaram a ser chamados pelo nome de Kuuhaku (que significa espaço em branco). Aliás, todos acham que Kuuhaku é um grupo de pessoas.

Os irmãos, Sora e Shiro

Os irmãos, Sora e Shiro

Um dia, porém, a vida deles muda inesperadamente, quando são desafiados em um jogo de xadrez pela internet. Depois de ganharem a partida, com muito esforço, eles são transportados repentinamente para outro mundo. O novo local é um típico mundo de fantasia, com elfos, anjos e todos os tipos de criaturas fantásticas. Porém, a nova dimensão tem uma regra bem peculiar, a qual foi criada pelo Deus Tet – todos os conflitos daquela dimensão deverão ser resolvidos através de jogos. Em outras palavras, os irmãos foram jogados em um lugar onde sua história gamer poderá ser de muita ajuda.

Tet <3

Tet <3

Pontos positivos

Posso dizer que No Game No Life me encantou logo no primeiro episódio, graças ao seu enredo e ao andamento da trama. Conhecendo apenas o nome do anime, fui surpreendida quando descobri que a história não se passava em algum jogo online, como vemos normalmente. Mas o que mais me prendeu à trama, além do ambiente diferente, foram as partidas de Kuuhaku (Sora e Shiro). Desde o começo temos uma dupla onde um necessita do outro para que se tornem invencíveis. Apesar de ambos serem incríveis sozinhos, eles precisam do outro para conseguirem se tornar Kuuhaku, que, de acordo com eles,nunca perde. Por isso, diversas vezes vemos Shiro salvando Sora de situações complicadas e vice-versa.

Outra coisa que achei bem interessante é a variação dos tipos de jogos que aparecem durante a história. Temos todos os tipos possíveis, como poker, xadrez, apostas, videogame e até mesmo pedra-papel-tesoura. O interessante de cada jogo é assistir a versatilidade da dupla para se adaptar ao desafio atual. Cada nova partida nos prende à história de uma maneira diferente, de forma que, mesmo sabendo que eles provavelmente vencerão todas as partidas, é sempre interessante acompanhar como os dois conseguirão passar por aquele desafio. Também é muito interessante como os dois estão sempre em desvantagem, por serem a única raça que não possui magia nem fatores genéticos que os tornem especiais.

Curiosidade: Kuuhaku é a palavra formada com a junção dos kanjis 空 e 白, que são o nome de Sora e Shiro

Curiosidade: Kuuhaku é a palavra formada com a junção dos kanjis 空 (Sora) e 白 (Shiro)

Além disso, a história conta com bons momentos cômicos para aliviar a tensão entre cada partida. A comédia é um dos principais pontos do anime, e contrasta bastante com a tensão dos jogos, o que ajuda a equilibrar o anime, tornando-o uma série leve, mas ao mesmo tempo, bem emocionante.

Também não posso deixar de mencionar a arte. O anime tem um ótimo traço, porém, o que mais me chamou a atenção não foi isso. A parte mais interessante da arte é o esquema de cores, o qual é bem diferente do que vemos normalmente. As cores, ao mesmo tempo em que possuem bastante contraste, tem uma leveza incrível, deixando o anime com uma sensação um pouco “flutuante”. Esse fator combinou bastante com o mundo fantástico apresentado, por ser um local dos sonhos, onde não há guerras, apenas jogos.

Conclusão

Eu recomendo muito que assistam No Game No Life, e não apenas por ser de um autor brasileiro, mas pela arte, comédia, enredo e emoção de cada jogo assistido. Ele é um ótimo anime para quem gosta de história sobre jogos e quer dar uma inovada na lista. Indispensável para quem gosta de fantasia, e, mais ainda, para quem quer sonhar um pouco longe do nosso mundo normal e das nossas limitações. 🙂

Onde assistir?

No Crunchyroll, serviço legal de streaming de animes. Link aqui: http://www.crunchyroll.com/no-game-no-life

Quem escreve? Ana Luiza

Estudante de ciências da computação, meu contato com computadores existe desde sempre, graças à um pai nerd. Meu vício por animes começou quando eu ainda não conseguia lembrar o nome do menino da nuvem voadora, morria de medo de levar tiros nas costas quando jogava Quake com meu pai, nunca mais parei de ler mangás depois que comecei e gosto muito de jogos, séries e webtoons indies.