Embrace (2016)

Por Liao

O filme fala a respeito de um problema vivenciado por inúmeras mulheres: o ódio ao próprio corpo. Nele, a australiana Taryn Brumfitt conversa com mulheres de vários países e analisa a indústria da moda e da beleza. A viagem de Taryn traz depoimentos de mulheres diversas, famosas ou não, especialistas, médicos, fotógrafos, editores de moda e muitos dados, um deles era que 91% das mulheres estão insatisfeitas com o próprio corpo, o que é algo alarmante e estarrecedor. Conforme vamos acompanhando os depoimentos, além de nos identificarmos com eles, também é possível refletir porque algumas pessoas conseguem levar uma vida plena e produtiva ainda que sua imagem esteja completamente fora do que é considerado convencional. Inclusive, o projeto global que hoje se chama Body Image Movement (Movimento da imagem corporal) se originou a partir desse documentário. Tem na Netflix!

Imagem da Netflix
Imagem da Netflix

The Mask You Live In (2015)

Por Liao

Da mesma diretora de “Miss Representation” (de quebra, fica aí de dica outro documentário maravilhoso sobre a falta de representação das mulheres em posições de poder), este documentário aborda como a ideia do macho dominante afeta psicologicamente crianças, jovens e, no futuro, adultos nos Estados Unidos – e passa a desconstruir essa ideia. Explica como criar uma geração de homens mais saudáveis e apresenta entrevistas com especialistas e acadêmicos relatando como, em atividades pedagógicas, percebem que garotos costumam revelar que escondem sentimentos como raiva e tristeza e até mesmo pensamentos suicidas por culpa das dificuldades de se encaixar e por não ter com quem desabafar. Tem na Netflix!

The True Cost (2015)

Por Liao

Mais do que apenas revelar o lado oculto e bizarro da indústria da moda, imagino ser também uma chamada importantíssima para nós, mulheres. Além de demonstrar os impactos ambientais e sociais provenientes do consumo desenfreado, chama a atenção para um fator: a indústria da moda é uma das maiores culpadas pelo padrão de beleza inatingível, que é propagado através de revistas e propagandas. Não é à toa que as mulheres acabam sendo as principais consumidoras dessa indústria e, muitas vezes como consequência, as maiores vítimas de transtornos alimentares. A busca pela roupa da moda e corpo perfeito tem levado milhões de mulheres ao adoecimento e até à morte. É fundamental saber as origens do que se consome, especialmente de empresas que estão em listas de condenação por trabalho escravo – também pensando que a maior parte das vítimas disso também são mulheres em situações de pobreza/extrema pobreza. Tem na Netflix!

Imagem da Netflix
Imagem da Netflix

Vessel (2003)

Por Liao

Este documentário conta a história de uma jovem médica chamado Rebecca Gomperts. Depois de perceber as consequências da lei anti-aborto em todo o mundo, ela se comprometeu a ajudar para fornecer abortos viajando em navios pelo oceano. As ações que ela assumiu foram reconhecidas como Women on Waves. Ela encontrou diversos obstáculos de organizações governamentais, bem como de outros grupos da sociedade civil. Mas ela estava determinada a fazer parte de um movimento global para a justiça reprodutiva. Mostra outro lado do assunto que não mais um documentário trágico, mas uma história de uma mulher forte e extremamente determinada a ajudar outras mulheres. Afinal de contas, como disse Simone de Beauvoir: “Querer ser livre é também querer livres os outros“. Tem na Netflix!

Anna e o Rei (1999)

Por Liao

Já adianto, é meu filme preferido, sou suspeita pra falar. É provavelmente um dos filmes com fotografia e enredo mais lindos que já assisti na vida. De qualquer forma, a sinopse geral do filme é que a inglesa Anna Leonowens (Jodie Foster), viúva e mãe de um garoto de 12 anos , que viaja até o Sião para ser professora de inglês de um príncipe e por seu modo de ser e agir acaba tendo de educar todos os 58 filhos do Rei Mongkut (Chow Yun-Fat). Anna é uma pessoa de temperamento forte, determinada, corajosa, extremamente teimosa que fala o que pensa e defende com garras o que acredita ser certo, independentemente de quem quer que esteja contra. Aos poucos, ela se envolve nos casos do Rei, como casos contra a escravidão, o plano de uma concubina de abdicar de sua posição real para lutar por seu verdadeiro amor e uma guerra orquestrada pela Inglaterra. Divergências, choque de culturas e até o início de um romance marcam o relacionamento entre Anna e o rei. Os exemplos de Anna ajudam direta e indiretamente a mudar o destino de toda uma nação e enaltece várias noções do feminismo.

Tomates Verdes Fritos (1991)

Por Liao

O que seria de uma lista de filmes feministas sem esse filme maravilhoso? É um filme muito simples sobre companheirismo, sororidade, lealdade e muito amor entre amigas. Tem uma abordagem interessante da valorização da mulher, sobre relacionamentos, patriarcado, violência, e, o melhor de tudo, mostra a autonomia das mulheres e o companheirismo, derrubando o mito da rivalidade feminina. Basicamente, a sinopse é: Evelyn é uma dona de casa infeliz, conhece Ninny, uma senhora idosa que mora numa casa de repouso, e fica encantada com as histórias que ela conta sobre Idgie Threadgoode, uma jovem da década de 1920, do Alabama. Inspirando-se na vida de Idgie, Evelyn aprende a ser mais assertiva e constrói uma forte amizade com Ninny. Esta relação proporciona ao espectador uma trama emocionante cheia de surpresas e segredos.

Kill Bill (2003/2004)

Por Liao

Quer mais feminista que isso?? Hahaha! Comicidades à parte, Kill Bill é provavelmente um dos pioneiros e com certeza um dos mais marcantes filmes de ação contendo uma mulher como protagonista. Em uma sinopse rápida, o filme trata, em dois volumes, da vingança de Beatrix Kiddo (interpretada por Uma Thurman) contra seus antigos parceiros do grupo Esquadrão Assassino de Víboras Mortais, que tentaram mata-la no dia do ensaio para o seu casamento. Beatrix fica quatro anos em coma e então decide ir atrás de um por um, com direito a cenas de muito (e quero dizer muito mesmo) sangue e lutas, mostrando tanto o passado da personagem enquanto assassina como a sua saga atrás dos ex-companheiros. O tema seria batido se fosse um homem como protagonista, mas tuuuudo muda com a Uma Thurman no papel! Por que? Re-pre-sen-ta-ção. Depois de tantas princesas a serem resgatadas, finalmente uma guerreira destemida, inabalável e imparável – derrotando sozinha 80 guerreiros, sendo que suas adversárias mais difíceis são todas mulheres – e ainda assim sendo uma mulher real, com sonhos de se casar, construir uma família e viver em paz. Tem na Netflix!

Imagem da Netflix
Imagem da Netflix

 

Le Tout Nouveau Testament (2015)

Por Liao

Quer um filme mais revolucionário que um que fale sobre como a filha de Deus é quem bota ordem nas coisas? O Novíssimo Testamento, título traduzido, aborda a seguinte temática: Deus está vivo, mora em Bruxelas e é um perfeito calhorda, agressivo, destemperado, espancador de crianças, – personificação bem grosseirona do Patriarcado e da Dominação Masculina –  que controla os humanos como bonecos em uma maquete, exclusivamente para sua diversão. Ele é casado com uma deusa extremamente submissa e pai de Ea, uma garota de dez anos. Cansada da natureza abusiva do pai, a menina invade o computador divino dele e envia para todos os habitantes do planeta as datas de suas respectivas mortes, ação que gera consequências inimagináveis. Ea então foge em busca de mais 6 apóstolos para juntar-se aos 12 de seu irmão (J.C. meixmo, queridos), começando uma jornada filosófica, engraçadíssima e super espirituosa. É uma sátira bem afiada!

*

Queria dizer que a lista da nossa equipe era IMENSA, então se fôssemos inserir todos os filmes e documentários aqui o post ia ter umas dez páginas… Porém não fiquem tristes: deixo aqui um link com mais filmes 😀

E aí, curtiram a nossa listinha girl power?

feminismo

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