Um filme que promete surpreender você!

Entrevistei  os atores Rafael Cardoso e Alice Wegmann e o diretor J.C. Feyer na CCXP Tour Nordeste para saber mais sobre o filme de terror brasileiro O Rastro. O filme conta a história do médico João que trabalha em um hospital prestes a ser fechado. Sua última paciente, uma menina de 10 anos, desaparece durante a transferência do lugar, e João precisa procurá-la no hospital abandonado. A gravação do filme durou 33 dias e foi realizada em um hospital abandonado de verdade. Também estão no elenco Leandra Leal, Claudia Abreu, Felipe Camargo e Jonas Bloch.

O Rastro
Alice Wegmann, J.C. Meyer e Rafael Cardoso

Antes do painel de O Rastro, que ocorreu no dia 15 de abril na CCXP Tour, tive a oportunidade de entrevistar parte do elenco e o diretor do filme.

Garotas Geeks: Vocês poderiam contar um pouco mais sobre a história do filme?

J.C. Feyer: É um filme de terror psicológico nacional que vai instigar você, surpreender você e deixar você vidrado, assustado.

 Alice Wegmann: Acho que filme que é muito surpreendente. Tem milhões de camadas, e acho que tem uma curva muito grande. Vai te instigando cada vez mais, te dando vontade de ficar até o final, mas ao mesmo tempo você fica não querendo que o filme acabe.

GG: Como foi a experiência de gravar um filme de terror em um hospital abandonado?

JCF: Foi bem intensa. Acho que fazer cinema já é intenso por si só, já é um exercício intenso, mas fazer um filme de terror de gênero é mais intenso porque você tem que manter, de uma certa forma, a tensão durante as filmagens. Porque se você está construindo uma cena que é tensa, você não pode estar sorrindo atrás das câmeras e numa brodagem. Você tem que tá focado numa tensão e passando essa tensão pras pessoas, pra todo mundo que tá construindo esse clima, porque esse clima acaba imprimindo na tela.

O Rastro 2

GG: Como vocês se preparam para os papéis?

RC: Foi só um mês, um mês e pouquinho de preparação, mas desde que eu li o roteiro a cabeça começou a funcionar. Eu trabalho dessa forma. Tudo o que eu vejo já cria uma correlação com o personagem novo que eu estou fazendo, e foi bem intenso mesmo. Eu me pegava em momentos da vida mesmo vivendo como João. Tô falando isso porque me lembrei agora de um momento em casa de ficar meio com a minha esposa e minha filha e às vezes ficar quieto num canto “amor, tá tudo bem?”, “não, tá tudo bem”. Tava já imerso no personagem, surtando lá. Foi um processo intenso mesmo e diferente de tudo que já tinha vivido. Eu acho que pelas minúcias mesmo. Cada movimento, cada respiração das cenas foi escolhida e pensada pela gente pra causar alguma coisa no público ou deixar em aberto alguma outra coisa. Então foi bom demais. Tudo isso foi difícil, foi bom pra c******, e foi divertido ao mesmo tempo. Acabava tudo lá durante as gravações intensas, acabava realmente do c****** , que projeto f***, que alegria poder tá fazendo isso aqui.

AW: Pra mim foi tudo muito rápido e surpreendente porque eu estava em Nova York estudando há dois meses lá, aí Malu (Malu Miranda, produtora do filme) me mandou uma mensagem e falou “você toparia fazer um filme e tal, a gente está com esse projeto e pensando em filmar daqui a um, dois meses no máximo”. Eu respondi: “Malu, eu estou chegando daqui duas semanas aí no Rio, me manda o roteiro”. Eu cheguei no Rio praticamente já filmando, mas foi muito surpreendente porque eu não sabia onde eu estava me metendo e fiquei muito feliz, muito honrada mesmo. Eu não tive tantas cenas de terror, de suspense. Eu acompanhei mais o personagem de Rafa, tentava dar uma força pra ele. Foi uma experiência muito legal.

O Rastro 3

GG: Como foi a experiência de filmar um filme de terror brasileiro?

JCF: É um desafio. Eu acho que é um filme difícil de ser feito porque você tem que ter um público criterioso, exigente, que conhece muito o gênero.  Você surpreender esse público não é fácil, mas a gente gosta muito do desafio, então a gente foi sempre pensando em como que a gente vai manipular o nosso público, o que a gente precisa que eles sintam nesse momento, no próximo momento ou pensem agora, então é um xadrez. Um xadrez não só psicológico, como técnico de filmagem, tanto de direção de arte, como de preparação dos atores, quanto da onde a câmera vai, o que eu quero passar com esse enquadramento. Eu considero um grande xadrez, e foi muito legal jogar esse xadrez contra a galera, contra o nosso público.

Os atores também mandaram um ‘oi’ para o Garotas Geeks:

Assista ao trailer de O Rastro:

O Rastro estreia dia 18 de maio nos cinemas.

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