Disney patenteia robôs para abraçar visitantes… até a morte?!

patente-destaque

Corram para as montanhas, a Skynet chegou!

A Disney patenteou (e você poder ver o documento completo aqui) um tipo de “robô macio para interações físicas com humanos”, com “membranas flexíveis” e “sensores de pressão”. No mundo ideal, a empresa descreveu seu robô como “modular, que é abraçável e interativo”. Ou seja, é para ser um tipo de Baymax.

baymaxgif

E eles já começaram a criar isso? Claro que sim! Os inventores descreveram os primeiros testes com crianças como “o robô era robusto para uma interação divertida e física”. Ou seja, o robô abraçou a criança, e ninguém morreu.

Existe, contudo, uma parte não muito clara na proposta da Disney: se essas interações feitas por sensores de pressão serão realizadas por algum tipo de humano ou não. Todos querem abraçar o Baymax, concordamos? Então, até aí, tudo certo.

O que pode incomodar alguns é um dos parágrafos do documento:

“Quando os sistemas robóticos tornarem-se mais baratos, mais confiáveis e mais capazes, sua prevalência em nosso ambiente cotidiano continua a aumentar. Robôs poderão ser encontrados fornecendo orientação interativa ou entretenimento em lojas e parques de diversões e em ambientes mais dinâmicos como casas, escolas, hospitais e no local de trabalho onde eles ensinam, fornecem terapia e emprestam um conjunto extra de mãos”.

E daí… medo. Alguns gifs para comprovar meu ponto:

westworldgif

exmachinagif

cylongif

sosayweall

 

 

Quem escreve? Flávia Gasi

Flávia Gasi é doutoranda e mestre pela PUC-SP. Lançou o livro Videogames e Mitologia. Atualmente é colunista do IGN Brasil, escritora de videogames; CEO da Ni Game Content; professora; e tradutora. Defende a democratização dos consoles, direitos iguais no game e o direito de comer sucrilhos sem leite.