Dica de jogo clássico: Remake do icônico RPG Tales of Symphonia

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Curte RPG e anime? Que tal os dois juntos? Conheça (ou relembre) o icônico Tales of Symphonia!

Trouxemos aqui hoje pra vocês um ~review~ de Tales of Symphonia, o primeiro jogo de uma série com uma história totalmente encantadora… É impossível não se apaixonar <3

O jogo é do estilo JRPG (RPG japonês) e é o quinto jogo da franquia “Tales of…”, da Bandai Namco, por isso farei uma breve prévia sobre os games anteriores, principalmente porque a franquia merece muito a atenção de vocês e também, claro, para que vocês possam se localizar, embora as histórias não sejam necessariamente interligadas. Depois, entrarei mais a fundo no game, detalhando sobre a mecânica dele e a história – e um pouco sobre o anime também.

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Origens

  • Tales of Phantasia
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Da esquerda para a direita: Chester, Arche, Cless, Mint e Klarth

Esse foi o primeiro game da série “Tales of…”, lançado pela Namco no Japão em 1995 para o Super Nintendo e mais tarde, quando foi traduzido (meados de 2006), foi relançado para Gameboy Advance, Playstation 1 e PSP.

O jogo conta a história de um reino em que o rei Dhaos, enlouquecido, governou durante muito tempo em tirania, conquistando territórios através de guerras e se mantendo no poder à força. Um dia, quatro feiticeiros o desafiaram e prenderam-no em um sarcófago através de um selo mágico, que só poderia ser rompido com a união de dois medalhões que ficaram com dois desses feiticeiros. Dois deles se apaixonaram e tiveram um filho, Cless. Um dia, depois de muitos anos, o vilarejo foi atacado e houve muitas mortes. Assim começou a jornada de Cless pelo mundo, que acaba descobrindo que esse ataque tem uma relação bem estreita com o rei Dhaos.

A história fez tanto sucesso que o game acabou virando um anime, composto de 4 OVAS! Que, aliás, não posso deixar de recomendar. Você pode assistir aqui.

  • Tales of Destiny

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Esse é o segundo jogo da franquia, mas foi o primeiro a chegar no ocidente, sendo lançado para Playstation 1 em 1998. Como eu disse, as histórias não são necessariamente interligadas, então não se preocupe.

Desta vez, o jogo começa contando a história de um cometa que formou enormes nuvens de poeira que trouxeram a escuridão à tona. Os moradores desse planeta, os Aethers, descobriram uma energia chamada Lens no núcleo deste cometa, capaz de criar cidades no céu. Mas, como costuma acontecer no mundo real, só os privilegiados foram selecionados para morar nas cidades aéreas, as Aeropolis, enquanto a maioria ficou vivendo na escuridão. Os moradores das cidades aéreas construíram uma arma letal em caso de uma possível rebelião por parte desses moradores que não foram escolhidos, e na verdade foi o que causou uma grande guerra entre as duas populações. Entretanto, um pequeno grupo dos moradores do céu não concordava com essa segregação e decidiu ir para a parte sombria, ajudando os moradores a criar espadas com personalidade própria, as swordians. Essas armas acabaram vencendo a “suprema arma letal”.

Séculos depois, nasce Stan Aileron, um garoto que adora se aventurar por aí. Ele se infiltra em um navio voador e, infelizmente, é descoberto, sendo forçado a trabalhar lá. Então, eles são atacados e Stan, no meio da confusão, encontra uma espada misteriosa para se defender dos monstros. E, adivinhem? Isso mesmo, é uma swordian, chamada Dimlos. E então, após explicar toda a história a Stan, eles decidem partir juntos atrás da energia poderosa que foi capaz de criar as cidades do céu, uma relíquia da antiga guerra entre as civilizações.

Novamente, o jogo virou anime, tão bom quanto o primeiro. Você pode assistir aqui (em inglês apenas, nunca encontrei em português!)

  • Tales of Eternia

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O terceiro game da série foi lançado no Japão em 2000 e chegou aqui no ano seguinte. E, na realidade, tiveram problemas de direito autoral com o nome, então, aqui no ocidente, eles lançaram com o nome Tales of Destiny II, e isso acabou gerando uma confusão [que explicarei em breve].

A história se passa em Eternia, um mundo onde há dois planetas, Celestia e Inferia, que eram interligados pela Ponte da Luz e então passaram a se separar pela Barreira de Orbus, após a guerra da Aurora. Muitos anos depois, Rid Hershel e sua amiga Farah percebem que a barreira está com uma cor diferente e, ao parar para analisar, avistam uma nave estranha. Nela estava Meredy, uma garota que fala um idioma diferente, Melnics, e seu bichinho Quickie. Eles buscam a ajuda de seu amigo Keel para descobrir de onde Meredy vem, já que não conseguem conversar com a garota. Então, eles acabam descobrindo mais de onde Meredy veio, e a ligação com a antiga guerra parece cada vez mais aparente…

O anime – maravilhoso – pode ser assistido aqui.

  • Tales of Destiny II

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POIS É MEUS AMIGOS! Aqui vem a confusão. Em 2002, no Japão, saiu o Tales of Destiny II, que tem ligação com Tales of Destinye nada a ver com o Tales of Eternia. Mas ele nunca foi traduzido para o inglês, talvez devido à mudança de nome do Tales of Eternia…

A história se passa 18 anos após o Tales of Destiny, com Kyle, filho de Stan e Rutee. Rutee dirige um orfanato que está quase fechando por falta de fundos, e então Kyle e seu amigo Loni saem em busca de dinheiro. Um dia, eles encontram uma Lens gigante misteriosa, e dela surge uma garota estranha chamada Reala, dizendo que está procurando por um herói. Ao dar conta do sumiço da Lens, as autoridades os culpam. Em então, a trama fica em torno da garota misteriosa e suas memórias sumidas e ao roubo da Lens :3

[O duro foi jogar em japonês]

  • Tales of Symphonia

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Chegamos, meus queridos, ao objeto da nossa review (ufa!). O jogo era originalmente exclusivo para o console Gamecube, mas foi relançado para Playstation 2, com novos extras, títulos e técnicas, além de um novo chefe. Recentemente, Tales of Symphonia foi remasterizado e lançado para versão PC pela Steam, e essa resenha se destinará a esta última versão (e a algumas comparações com as duas versões anteriores!)

Entraremos em detalhes abaixo!

História

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A história não muda (obviamente!), então, vamos começar daí.

O jogo se passa em Sylvarant, um mundo que está meio que “morrendo” porque está perdendo sua mana, que é a força necessária para a magia – e consequentemente para a vida nesse mundo. Então, aparece “a escolhida”, Colette Brunel, uma garota de apenas 16 anos que viveu sua vida no templo, servindo aos deuses, justamente porque ela nasceu com um poder especial de ser a única capaz de reverter toda essa situação, completando a sua jornada da regeneração, junto com seus amigos Lloyd e Genis, sua mentora e professora Raine e seu protetor Kratos, que na realidade é um mercenário. Essa jornada consiste na viagem através de todos os continentes, acordando espíritos que estão adormecidos por selos mágicos em templos espalhados no mundo. A cada selo que Colette libera, ela ganha mais características de um anjo e, portanto, assim que a jornada estiver concluída, Colette deixará o mundo terreno e se juntará aos demais anjos. Eles acabam descobrindo o mundo paralelo de Tethe’alla e se aventuram por lá, descobrindo os mais profundos segredos do sumiço do mana.

Em minha opinião, a história é uma das melhores da série inteira de “Tales of…”, totalmente envolvente pela trama de Colette.

Se você deseja saber mais detalhes sobre a história, leia o box abaixo.

ATENÇÃO: O BLOCO ABAIXO CONTÉM SPOILERS!

clique para ler ALERTA DE SPOILER:
Como foi dito, a cada selo que Colette libera, ela fica mais próxima de virar um anjo. O grande problema é que os anjos são muito diferentes dos humanos em tudo, e por isso, no primeiro selo, a escolhida perde a fome. No segundo, o sono; no terceiro, sensações físicas comuns; no quarto, a fala. No quinto… Seu coração, sua memória e sua vida.

Nesse meio tempo, eles descobrem que recuperar o mana no mundo deles faria com que a mana de um mundo paralelo, chamado Tethe’alla, fosse drenada. Logo, eles perceberam que o contrário também acontece, e seria, então, como se os dois mundos competissem pela quantidade de mana. Para resolver esse problema, a equipe faz um pacto com os espíritos liberados nos selos dos dois mundos, e isso fez com que uma grande árvore começasse a destruir vários vilarejos no mundo natal deles.

Eles conseguiram parar a ação da árvore e descobrem que ela controla o fluxo de mana. Depois de muitas deliberações, decidem juntar os dois mundos em um, com a ajuda da Eternal Sword, criando o mundo de Aselia. Alguns problemas em relação à árvore começam a surgir, mas isso é assunto para o próximo Tales :p

Ou melhor… para um anterior! Na realidade, a árvore, que ganhará um novo nome por Lloyd é a árvore Yggdrasil que aparece em Tales of Phantasia 😮

Personagens

Contei pra vocês uma ~rápida~ prévia do jogo acima, e na mesma velocidade falarei um pouquinho de cada personagem xD

  • Lloyd Irving

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Lloyd acaba sendo meio que o “protagonista”, embora a história gire em torno de Colette. Ele faz aquele gênero bem divertido e que sempre se mete em problemas. Ele tem ocoração muito puro e se importa muito com Colette. Ele é órfão, mas Dirk, o anão, o adotou e, por viver junto a um anão, ele possui algumas habilidades bem específicas e típicas da classe dos anões no mundo do RPG: ferreiros! Ele luta com espadas, mas ele tem uma esfera super especial em uma das mãos, que dá a ele poderes especiais!

 

  • Colette Brunel

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Colette é uma garota muito boa, nunca vê maldade em ninguém, e isso pode se ver muito bem em sua vontade de salvar o mundo, mesmo que tenha que abrir mão de muitas coisas pelo caminho. Desde que nasceu foi nomeada a escolhida.

 

  • Genis Sage

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Genis é o garoto mais esperto que vocês vão encontrar. Ele possui muito conhecimento em relação à magia e controle de mana. Ele se torna um grande mago com o decorrer da história e, na realidade, ele é meio elfo (e então entendemos de onde vem tanta sabedoria nessa área)! Ele é o mais próximo amigo de Lloyd.

 

  • Kratos Aurion

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Kratos é típico personagem ~apelão~, quieto, na dele, meio grosseiro. Mas extremamente habilidoso com suas espadas e muito inteligente em técnicas de luta, selos e inclusive nas esferas, como a de Lloyd. Na realidade, ele age muito mais como um “irmão mais velho” para Colette, porque mesmo tão introvertido, ele acaba mostrando muito carinho por ela.

 

  • Raine Sage

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Raine é a professora de Colette, Lloyd e Genis. Aliás, ela é irmã mais velha de Genis :p . Ela é muitíssimo inteligente, principalmente em relação à história do mundo em que vivem. Ela também é muito boa com tradução de línguas estrangeiras e de selos. Ela também tem um lado mais para o ~healer~.

 

  • Sheena Fujibayashi

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Sheena aparece misteriosamente, mas, embora seja durona, no fundo ela só quer ajudar ao próximo. /Sem mais detalhes por conta de ~spoilers~/

 

  • Zelos Wilder

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Zelos é o garanhão. Aliás, seu único interesse é justamente esse: garotas. Na verdade, ele só concorda em ajudar o grupo porque Colette era uma garota.

 

  • Presea Combatir

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Presea não fala muito e não exprime muitas emoções, e por isso é bem fácil confundi-la com um android ou um robô. Ela é extremamente leal a Colette.

  • Regal Bryant

regal

Regal é um garoto muito forte, mas sempre muito distante. Seu passado é bem obscuro… /Sem mais detalhes por conta de ~spoilers~/

Jogabilidade

Esse foi o primeiro jogo da série que fez o sistema de batalhas em 3D, com que os personagens se movimentando em um plano 2D na maioria do tempo, exceto ao atacar o inimigo fora desse plano. Ele tem o sistema típico de RPGs, em que você pode optar por qual personagem quer controlar, e os controles dos demais personagens: defensiva, ataque, aleatório, outras skills priorizadas. Outro ponto interessante é que você pode customizar várias coisas nos quesitos de gráficos, e, inclusive, as cores e formato das janelas, velocidade de texto e afins.

Mais detalhes  na próxima página xD

Quem escreve? Mindy (Yasmim Alvarez)

Cosplayer e graduanda em Direito. Amante de World of Warcraft, invencível no Super SmashBros, Batman-lover e fã de carteirinha da Princesa Zelda. Queria ser a toda-poderosa Sailor Moon, mas se contenta em ser apenas uma princesa da Disney nas horas vagas