Defensores de Tóquio: Um RPG em que a zoeira nunca acaba

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Conheça a história do role playing game que satiriza os animes, mangás,  jogos de luta e séries japonesas.

O RPG Defensores de Tóquio é um sistema simples de RPG criado por Marcelo Cassaro, editor da revista Dragão Brasil, em 1995 (Você ainda não leu nosso post sobre a Dragão Brasil? Como assim? Seu problema está resolvido! Basta clicar aqui). Inspirado em produtos da cultura pop japonesas – como animes, games e tokusatsus, o jogo também era conhecido como D&T, uma alusão a D&D, abreviatura do famoso RPG Dungeons & Dragons.

Peraí, você vão sabe de que role playing game estou falando? Mas tenho certeza que você já ouviu falar do 3D&T . Vou contar como é que surgiu um dos mais queridos e populares RPGs do país.

Defensores-de-Tóquio

Defensores de Tóquio foi inventado para trazer mais jogadores iniciantes, cujo mercado estava em expansão na década de 1990. O jogo tinha grandes vantagens em relação aos outros role playing games vendidos na época: regras muito simples e rápidas, um estilo gozador que atraía os jovens rpgistas, o cenário anime que já fazia sucesso e um preço bastante acessível. A premissa de Defensores de Tóquio é que os jogadores interpretem personagens capazes de proteger Tóquio, e também o resto do mundo, de invasões de todo tipo de vilões, monstros ou alienígenas.

Por ser um sistema totalmente zoador e, claro, nada realista, os jogadores podem soltar a imaginação e criar qualquer tipo de herói, desde treinador de Pokémon, passando por uma variação de Power Ranger, Cavaleiro do Zodíaco, um piloto de robô gigante ou até mesmo o próprio robô gigante.

Defensores de Tóquio foi desenvolvido inicialmente para ser um suplemento para o RPG Toon, mas como o projeto não foi pra frente, Cassaro optou por criar um sistema próprio. D&T foi lançado outubro de 1995 como o primeiro número da revista Dragão Brasil Especial, com 30 páginas. O sucesso foi imediato! Quatro meses depois, em janeiro de 1996, o Defensores de Tóquio já havia vendido mais de 10 mil exemplares!

A segunda versão de D&T, chamada de Advanced Defensores de Tóquio ou AD&T (outra alusão a Advanced Dungeons and Dragons, o AD&D), com 37 páginas, foi publicada em junho de 1996 na revista Dragão Brasil Especial número 03.ADeT

Defensores de Tóquio 3ª Edição foi lançado em 1998 e logo ficou conhecida como 3D&T. Essa nova versão teve cenários licenciados de jogos de vídeo game como Street Fighter, Final Fight, Mortal Kombat, Darkstalkers e Megaman, e ainda regras e adaptações publicadas na revista Dragão Brasil.

O famoso Manual 3D&T da capa vermelha foi lançado em março de 2000 como encarte especial da edição 60 da Dragão Brasil. Para evitar problemas com direitos autorais, o sistema passou a ser genérico, isto é, possível de ser adaptado para qualquer tipo de ambientação. Este manual consolidou das regras do sistema, que foram pela primeira vez impressas em um mesmo volume.MANUAL_3DET_capa-vermelha

O ano de 2001 foi cheio de novidades para os jogadores de 3D&T. Em janeiro, foi publicado Defensores de Tóquio – O Jogo de RPG, livro que atualizou para a 3ª edição a premissa original do sistema: zoar as produções japonesas. No mesmo ano, foi lançado o Manual 3D&T – Revisado e Ampliado, também conhecido como Primeiro Manual Azul ou RA (Rev. e Ampl.). Ainda em 2001, foi publicado o primeiro 3D&T Fastplay, uma versão resumida do sistema, que foi distribuída gratuitamente na internet no site oficial da revista Dragão Brasil e em vários sites de RPG.DEFENSORES_DE_TOQUIO-o-livro

Em fevereiro de 2003, foi lançado o Manual 3D&T Revisado, Ampliado e Turbinado, conhecido ainda como Segundo Manual Azul, Manual RAT (Rev., Ampl. e Turb.), ou apenas Manual Turbo. Depois do lançamento do Manual Turbinado, foi lançado também o segundo Fastplay de 3D&T, nas versões ebook em PDF e impressa.

Em 2005, Cassaro, Rogério Saladino e JM Trevisan, saíram da Editora Talismã (antiga Trama) e passaram a trabalhar na Manticora e na Mythos Editora. No ano seguinte, Cassaro deixou de dar suporte a 3D&T por questões autorais. Ainda em 2006, foi lançada a 4° Edição do jogo Defensores de Tóquio, 4D&T, pela Editora JBC. Publicado sob a Open Game License, o jogo trazia uma adaptação do Sistema d20, para ser jogado com dados de seis lados. Contudo, esta versão não fez sucesso e não teve suplementos publicados.

Em setembro de 2008, a Jambô Editora começou a editar o 3D&T e lançou o Manual é 3D&T Alpha. Inspirado no jogo Street Fighter Alpha 3, o Manual está disponível nos formatos impresso e PDF. Com poucas diferenças em relação às edições anteriores, o novo manual tem um formato de leitura diferente, com páginas na horizontal. Além disso, o sistema passou a ter uma licença aberta.3DeT-Alpha

Defensores de Tóquio 3ª Edição é principalmente um jogo de personagens poderosos com armas mágicas, armaduras robóticas, monstros que destroem cidades, torneios que podem decidir o destino do mundo, e lutadores de artes marciais que podem disparar energia pelas mãos. Dentro deste ‘limite’, 3D&T também pode ser ambientado em cenários diversos como fantasia medieval, ficção científica, horror e, é claro, humor.

Em 3D&T, o mais importante é ser épico, veloz, cósmico, tudo ao mesmo tempo, do jeito dos games e animes que a gente tanto gosta. Por isso, o sistema é ótimo sistema para rpgistas iniciantes, com suas regras simples e fáceis. Bem, e como é que se joga 3D&T? Isso é assunto para outro post…

Quem escreve? Luciana

Jornalista, Relações Públicas, Especialista em Gestão da Comunicação e Mestra em Análise do Discurso. Rpgista de longa data, trekker (Vida longa e próspera!) e whovian (Allons-y!)... Gosto da natureza, de literatura, HQs, cinema, séries de TV, rpg, board games, de música boa (rock and roll) e de nerdices em geral! Adoro preparar quitutes e receber os amigos. Insisto em ser feliz e sou altamente convivível! E amo o Leo - o maridão e personal-particular-chef!!!