Conheça Kriophobia, o survival horror Brasileiro

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Boa notícia para os saudosistas de plantão! Kriophobia, o game indie de terror Brasileiro, chama a atenção dos jogadores e simpatizantes pelo estilo artístico semelhante à graphic novels/HQs combinado com a atmosfera inspirada em Resident Evil nos seus tempos áureos, e promete trazer de volta o bom e velho survival horror.

Em desenvolvimento pelo estúdio independente Square Fira Soft, localizado em Brasília (é do BRASIL-SIL-SIL!), Kriophobia já tem o retorno positivo do público, que o apoiou e fez com recebesse Greenlight na Steam.

Kriophobia-01Cryophobia é o medo anormal do frio ou gelo. Sabendo disso, nada melhor do que ambientar o game na Mother Russia, onde há grandes áreas inabitáveis devido às baixas temperaturas que chegam até -50cº.

Kriophobia-02O trio de pesquisadores composto por Anna, uma geóloga com passado conturbado, Mikhail, seu chefe e Natasha, a especialista em trilhas e sobrevivência, parte para um trabalho em Zhokhov, ilha ao norte da Russia, para analisar as condições da área congelada e corrigir aparelhos de monitoramento de atividades sísmicas. O que poderia dar errado?

Eu apostaria em: TUDO

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Ao se encontrarem encurralados em um complexo militar subterrâneo após um terremoto e desabamento de neve, a equipe deverá arranjar um meio de sair do local, e aos poucos descobrirão que essa não é uma tarefa fácil, pois não estão tão sozinhos quanto acreditavam!
(TÃN TÃN TÃÃÃN)

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O controle é minimalista, usando apenas um simples toque/clique para guiar o caminho de Anna ou interagir com o cenário e objetos, seguindo o estilo de adventures point and click. A câmera fixa com telas estáticas pré renderizadas, recurso muito utilizado antigamente, ajuda a tornar fácil a movimentação, além de permitir uma maior liberdade artística, focando nos detalhes e pontos de interesse a cada nova tela.

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A trilha sonora sinistra mistura aspectos da cultura Russa com suaves e macabros sons que remetem a infância – e não tem coisa mais assustadora que criança quando se fala em terror, não é?

Tivemos a oportunidade de testar ele na BGS2014 (Brasil Game Show), no SBGAMES (Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital)  e no conforto de casa. Dessa forma pudemos conferir a versão da tablet e do PC, e a única diferença que percebemos foi na facilidade de controle e precisão ao contar com um mouse – muitas vezes no touchscreen era complicado diferenciar se seu dedo estava encostando em uma parede ou no chão, por a área de contato ser muito maior do que uma seta.

Anna na BGS!

Anna na BGS!

No decorrer do curtíssimo demo, o único fator que poderíamos apontar como negativo é em um certo momento que é preciso contar com a agilidade e velocidade da protagonista para escapar de “algo”. A criatura se move fluidamente pelo cenário, enquanto Anna percorre de um ponto ao outro de forma mais “trancada”, porém isso não é nada que incomode muito (na verdade, isso deixa tudo ainda mais tenso).

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Ano passado o estúdio iniciou no Kickstarter o projeto para arrecadar C$ 50 mil dólares canadenses (o equivalente a R$ 104 mil reais), porém infelizmente a meta não foi atingida até o prazo (4 de janeiro de 2015), mas chegou perto, encerrando em C$ 37,580 :’(

Será lançado em capítulos (assim como os games da Telltale – The Wolf Among Us, The Walking Dead, Game of Thrones entre outros) para mobile, com previsão de lançamento para setembro de 2015, mas você pode matar a curiosidade testando o demo gratuito compatível com WINDOWS, MAC e LINUX. 

Quem escreve? Bruna

Estudante de Design de games/moda/gráfico, aspirante a ilustradora nas horas vagas e artista “faz-tudo” em desenvolvimento de jogos, é louca por qualquer coisa de terror e não dispensa um bom filme trash asiático para rir. Sonysta assumida (deixando o PC muitas vezes com ciúme) e persistente como uma pedra, se negando a jogar no modo easy – quanto mais difícil o jogo, mais viciante!