Como Sex and the City seria se fosse lançado nos dias de hoje?

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Uma Sex and the City mais moderna!

Sex and the City já vai completar 20 anos esse ano e definitivamente é minha série favorita, mas apesar disso a série negligencia boa parte da comunidade LGBTQ e praticamente nunca engloba pessoas não-brancas, e essa brancura excessiva de Sex and the City tem sido criticada há anos.

Em uma recente entrevista ao Festival Future of Evertything do Wall Street Jounal, Sarah Jessica Parker, eterna Carrie Bradshaw, disse: “Não havia mulheres de cor… E não houve conversas substanciais sobre a comunidade LGBTQ […] Você sabe, essa cidade mudou – isso foi há 20 anos – essa cidade mudou muito politicamente, economicamente e socialmente e acho que seria um show diferente, sendo bem honesta.”

Será mesmo que a série seria tão diferente? Nova York sempre foi uma das cidades mais diversificadas do mundo, além de que não é como se todos os programas lançados recentemente estivessem sempre acolhendo as minorias. Bom, levando em consideração o questionamento de como a série poderia ser, caso lançada nos dias atuais, o site The Mary Sue resolveu criar como seria o elenco e roteiro com mais diversidade. Confere só:

Carrie Bradshaw

Eu acredito que Carrie Bradshaw seria uma mestiça moderna (pai branco e mãe negra) e hétero, mas acho que ela não teria tanto medo em torno da bissexualidade como ela retrata no episódio “Boy, Girl, Boy, Girl…” da quarta temporada. Ela poderia ter tido uma namorada em algum momento, mas então perceberia que que sua conexão é muita mais platônica do que romântica. Carrie realmente me lembra muito de Nola Darling de Ela Quer Tudo (1986) ou Sam de Dear White People (2017) em termos de como elas usam seu processo artístico para lidar com suas emoções, e também seu egocentrismo quando se trata de ser um bom amigo ou parceiro. Na verdade, é por causa desses personagens que acho que Carrie poderia ser um personagem não-branco. Sua escrita provavelmente se assemelharia a Rupi Kaur. Em torno de seus interesses amorosos Mr. Big poderia ser asiático, Aiden dominicano, Berger e Aleksandr brancos.

Miranda Hobbes

Se eu fosse imaginar uma Mirando Hobbs moderna, ela provavelmente seria do sudeste asiático. Advogada, conduzindo sua carreira, com muita atitude, mas também uma pessoa sexual em um traje de poder. Sim, eu posso ver ela sendo interpretada por Archie Panjabi (The Good Wife) tão claro na minha mente, que é surreal. Miranda ainda seria hétero, mas seu conflito está vindo de um passado muçulmano e Steve sendo um bom garoto católico e branco tentando converte-la, para criar o bebê Brady. Também seria ótimo ver uma mulher muçulmana-asiática como um ser totalmente sexual, não preocupada com a respeitabilidade e aprendendo a se equilibrar como uma mãe e uma advogada mal-humorada.

Charlotte York

Charlotte seria uma lésbica negra. Ela vem de uma talentosa família, foi para uma escola de artes para mulheres negras e está obcecada em recriar um casamento para seus pais, que completam 50 anos de casados. Por que eu acho que a personagem mais rica, seria uma mulher negra? Porque as mulheres negras também podem ser luxuosas. Há toda uma cultura de elite negra que raramente chega a ser exibida na televisão e eu sinceramente acho que seria divertido explorar esse tipo de elitismo. Além disso, ver mulheres negras como românticas e vulneráveis é importante, então uma Charlotte lésbica e negra seria incrível. Seus interesses românticos seriam Trey como Tyra (Negra) e Harry como Helen (Negra).

Samantha Jones

Samantha seria pansexual com certeza, mas não porque ela gosta de fazer sexo e sim porque ela era um dos poucos personagens que entendiam que rótulos não eram tão importantes quanto a expressão sexual. Samantha se relacionando com uma mulher na série foi um dos enredos mais decepcionantes, pois poderia ser uma ótima história sobre fluidez sexual e se transformou em “lésbicas fodem com seus sentimentos”. Em uma versão moderna de Sex and the City, Samantha seria mais parecida com Ilana no começo de Broad City (2014) e ainda a vejo como a icônica garota loira mais velha do grupo. Seus interesses românticos seriam Richard (Branco) e Smith (Latino).

O que você acharia se a série tivesse sido mais inclusiva? E como você acha que seria se fosse lançada nos dias atuais? Conta pra gente nos comentários!


Traduzido e adaptado de TheMarySue.

Quem escreve? Diana Martins

Social Media do Garotas Geeks, graduada em Publicidade e Propaganda, apaixonada por beleza, moda e arte em geral. Viciada em séries, cinema e claro, com o sonho de ser uma X-men ou uma super heroína da DC Comics.