[BGS 2014] Testamos Bloodborne!

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Mais felicidade e frustração sem limites para o seu PS4!

Depois de alguns meses babando nos vídeos de gameplay divulgados em eventos como a GAMESCOM e a TGS, finalmente colocamos as mãos nessa nova belezinha da From Software hiper aguardada por fãs da série Souls e até mesmo para os curiosos por novidades dos consoles da nova geração. E uma palavra resume toda minha euforia: UNBELIEVABLE!

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Como fã de Dark Souls, estou aqui ainda faceiríssima com os DLCs lançados nos últimos meses, mas depois de ir na Brasil Game Show (BGS) e testar Bloodborne, confesso que dá até uma tristeza voltar para a realidade. Um dos games com a maior fila para teste da BGS (perdendo no estande PlayStation apenas para o The Order, que mantinha filas de aproximadamente 3 a 4 horas de espera), fez jus a toda espera, e quem desejasse testar o game lá no evento poderia jogar até que morresse uma vez (morrer resetava o demo automaticamente, voltando ao menu inicial).

Primeiras impressões

O demo era exatamente o mesmo “alpha test” (primeira leva de testes disponível para um grupo fechado) apresentado na GAMESCOM 2014. Como não dava para filmar lá, fica aqui o gameplay para servir como base para o que vamos comentar:

Fãs das séries SOULS (Demon’s Souls e Dark Souls) se sentirão em casa: a mecânica que já era boa permanece, acrescentando agilidade e velocidade aos processos que antes seguiam uma linha um pouco mais “realista e lenta”. Quem está acostumado com os comandos no PS3 terá mais facilidade, pois muitos dos botões continuam com as mesmas funções. O costumeiro escudo inicial de classes mais heavy não foi apresentando no demo, nos levando a acreditar que desta vez o jogador deverá usar de seus reflexos para esquivar-se com rapidez dos ataques desferidos pelos inimigos.

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Além dos tradicionais oponentes parados na espreita em becos escuros para ataque surpresa ou andando em pequenas áreas, foram inseridos inimigos com rotas mais extensas que muitas vezes cruzam o caminho do player. Você irá se deparar com grupos maiores em um mesmo local: enquanto em Dark Souls você tinha que lidar com cerca de 6 a 8 inimigos (no máximo), agora você encontra tranquilo esse mesmo número logo no inicio andando de boas com suas tochas pelas ruas de Yharnam.

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Em certa parte do demo, me deparei com o humilde grupo de uns 12 fucking inimigos e isso foi awesome! Para sobreviver deve ser adotada a clássica tática de atrair os oponentes um a um – atacar grupos grandes mistos, com cachorros, atiradores e outros de abordagem próxima é pedir para morrer.

Aparentemente o game estava pegando mais leve na dificuldade. Pode ser por se tratar de um alpha, mas senti que aqueles inimigos iniciais comuns que tiravam uma boa energia antigamente, agora mal tiram 10% de vida a cada ataque.

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O protagonista fica BANHADO de sangue conforme mata as criaturas encontradas no caminho, e isso é um bom sinal: se o player for atingido e levar dano, mas conseguir contra-atacar rapidamente, o sangue derramado em seu corpo recupera a vida perdida pelos golpes recebidos. Além disso, a recuperação dos health points (HP) também se dará pelo uso de itens a base de sangue. Não brincaram em serviço quando colocaram o título BLOODBORNE – algo como “carregado pelo sangue”, termo relacionado a doenças transmitidas pelo sangue, como a Hepatite e HIV.

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O “Blood Vial” (frasco pequeno de sangue) recebeu um botão específico para uso, o triângulo – antes reservado para empunhar armas com as duas mãos – desocupando o espaço de equips do direcional. Alguns outros itens encontrados no demo incluíam “Urna de Óleo”, que intensificava o “Cocktail Molotov” ao atear fogo nos inimigos e “Pebble”, pedrinhas que desferem pouquíssimo dano, mais utilizadas para chamar a atenção.

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Uma das mudanças mais significativas – além da temática completamente gótica – é a inclusão de armas de fogo. Dependendo da classe escolhida, você pode utilizar a pistola em conjunto com outra arma de pequeno porte (adagas, por exemplo), alternando entre tiros e cortes nos gatilhos R2 e L2 do controle de PS4. São 4 classes pré-definidas, mas tudo indica que a versão final que seguirá o mesmo sistema tradicional de construção de personagem de acordo com seu job. Para classes com armamento pesado (MACHADÃO FOR THE WIN!) a pistola fica disponível através do menu de acesso rápido no direcional (onde antes você deixava equipadas as armas secundárias), utilizando apenas L2 para atirar. As balas não são infinitas, e é preciso achá-las nos cenários para poder recarregar.

Por default, o jogador começa com uma arma primária, que pode se transformar de acordo com as classes. Saca só três exemplos do que estamos falando:

A linearidade aparente é quebrada após abrir caminhos que se ligam a áreas já percorridas, além de rotas alternativas – o que nos faz acreditar que a versão completa se tratará de um grande mapa aberto (comum nos games antecessores).

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Alphas sempre permitem bugs que serão corrigidos conforme notificados, e esta foi a vez do chefe invisível (NÍVEL HARDCORE UÓÓÓH). A batalha contra o chefe do demo ocorria em um corredor relativamente estreito perto da grandiosidade do monstro, porém para o jogador “premiado” isso era ainda pior: imagina se deparar com um ser invisível e móvel que bloqueava seu caminho, atacava e no qual era possível dar lock on/travar a mira? FO***! Sente só:

Poucos jogadores chegaram ao fim do demo – no primeiro dia (reservado para imprensa e acesso VIP) somente uma pessoa fez essa façanha. Eu fui cabeça dura e apostei minhas fichas que mataria um dos gigantes “armadurados” em frente a uma porta, e bem… Após tirar uma parte da energia eu tive uma morte frustrante, como esperado. Saí do demo feito criança quando ganha doce, faceira pra baralho querendo mais.

Brindes de Bloodborne ao jogar os demos do estande PlayStation na BGS

Brindes de Bloodborne no estande PlayStation na BGS

Antes estava ansiosa por um PS4 para jogar Final Fantasy XVMetal Gear Solid V: The Phantom Pain, mas Bloodborne já me convenceu que terei que juntar meus troquinhos bem antes para conseguir comprá-lo até 6 de fevereiro de 2015, dia do lançamento.

 Quem mais aí tá contando os dias para o lançamento?

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Quem escreve? Bruna

Estudante de Design de games/moda/gráfico, aspirante a ilustradora nas horas vagas e artista “faz-tudo” em desenvolvimento de jogos, é louca por qualquer coisa de terror e não dispensa um bom filme trash asiático para rir. Sonysta assumida (deixando o PC muitas vezes com ciúme) e persistente como uma pedra, se negando a jogar no modo easy – quanto mais difícil o jogo, mais viciante!