Barbie ganhará linha de bonecas com diversidade física e étnica

barbie-capa

Levou sessenta anos, mas finalmente a Mattel está abraçando a diversidade.

Muito diferente do traje de banho zebrado e do rabo de cavalo que usavam em 1959, as bonecas de hoje em dia finalmente representarão as pessoas que brincam com elas.

Apesar de as crianças brancas de cabelos loiros ainda se sentirem representadas pela série clássica da boneca, uma nova linha de Barbie Fashionista, porém, oferecerá mais opções de tons de pele, traços faciais, cabelos, tipos físicos e até mesmo deficiências físicas.

Sim, Barbie poderá agora orgulhosamente ostentar sua cadeira de rodas – um dos mais solicitados itens por meio da linha de atendimento ao consumidor da Mattel – e também poderá ter também uma perna prostética. E a fabricante também incluirá uma boneca com “busto menor e uma cintura menos definida”.

“É importante para nós ouvir os nossos consumidores”, afirmou a vice-presidente de design da Barbie, Kim Culmone, para a Vogue Teen.

Em 1997, a fabricante de brinquedos já havia introduzido uma boneca com uma cadeira de rodas cor-de-rosa, que ironicamente não cabia no elevador da Casa dos Sonhos da boneca. Desta vez, a equipe de design trabalhou em conjunto com especialistas no assunto para criar um brinquedo baseado em uma ferramenta de mobilidade de verdade.

Culmone e sua equipe também pegaram dicas com a jovem Jordan Reeves, que se tornou uma sensação na internet em 2017 quando construiu por conta própria um braço artificial que também funcionava como canhão de glitter.

Jordan Reeves-barbie

“É uma honra fazer parte de um projeto que tem sido tão importante para nós por tanto tempo”, afirmou em nota a organização sem fins lucrativos Born Just Right, fundada por Reeves e sua mãe em uma postagem em seu blog. “Nós esperamos que seja apenas o começo de um grande movimento com bonecas que representem as diferenças físicas”.

Reeves ajudou a equipe de design a criar uma prótese mais realista, inclusive solicitando que ela fosse removível.

“Esse foi um dos nossos grandes ‘a-has’”, disse Culmone sobre a sugestão da garota. “Isso não é algo que necessariamente teríamos percebido ser algo importante para alguém que vive essa experiência”.

Essa mesma falta de sensibilidade parece ter dominado o departamento de design da Mattel por décadas. É até difícil acreditar que poucos anos atrás, toda a empresa era formada apenas por homens brancos e mulheres magras com físico inalcançável.

Apenas em 2016, quando a empresa começou a ter uma brusca queda em suas vendas, é que começou a introduzir novos tipos físicos – alta, baixinha e “gordinha” (que utilizava um modelito no máximo tamanho 40) – além de incluir sete novos tons de pele, vinte e duas cores de olhos e vinte e quatro penteados. Culmone admitiu na Teen Vogue:

Os comentários que recebemos sobre a boneca e sobre a marca não estavam alinhados com nossas intenções aqui. Nós levamos isso realmente a sério.

E de acordo com ela, a Mattel pretende continuar ouvindo.

É a continuidade de nossa missão realmente mostrar a todas as garotas que elas têm potencial ilimitado, que isso não é o fim. Esse é um compromisso contínuo que é tanto sobre o presente quanto sobre o futuro.

A linha de bonecas deverá ser vendida a partir desta primavera, mas ainda sem informações sobre quando chega ao Brasil.


Fonte: Geek.com

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).