“A Vida da Capitã Marvel” apresenta duas histórias sobre sua origem

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Mais informações sobre a vida da Carol… E um detalhe bem intrigante que lembra a DC.

O quadrinho “A vida da Capitã Marvel” tem sugerido mudanças importantes sobre as origens de Carol Danvers, mas após uma virada inesperada na edição passada, a nova edição abriu caminho para uma gigantesca e novíssima história de fundo para Carol. E ela não é a única personagem afetada por isso.

*** O texto a seguir contém spoilers ***

A última edição de A Vida da Capitã Marvel terminou em um chocante cliffhanger – o rastreador Kree que veio interromper o período de descanso e reflexão familiar de Carol em sua casa em Maine não estava procurando por ela. Seu objetivo era a mãe de Carol, que se transformou em uma guerreira Kree na sua frente. Após aquele momento de choque deixar Carol com a guarda baixa, a mamãe Danvers tomou a frente e com uma surra, fez o invasor recuar. A história então se acalmou um pouco e veio a reconfirmar uma coisa: Carol Danvers na verdade é Car-Ell Danvers, filha de Mari-Ell. (Oi DC e Super-Homem…. Aparentemente pra ser alienígena é só botar um hífen no nome e terminar ele com Ell, né? Eu sinceramente tô besta que DC e Marvel façam competições a esse nível de similaridade… *facepalm*)

Não foi o acidente psíquico magnetrônico que deu a Carol os poderes Kree – ou pra ser mais específico, os poderes da primeira Capitã Marvel, Mar-Vell – tendo apensa acordado os poderes que ela já possuía como meio-humana meio-Kree. Seus poderes são dela e sempre foram.

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A nova história de origem de Carol possui outra história por trás dela, a de sua amada mãe, e essa é a história que A Vida da Capitã Marvel #4 quer contar. Nós podemos ver Mari-Ell ser criada na dura e militarizada escola de sobrevivência do império Kree, e ser colocada na guarda de honra da Imperatriz, até sua missão de infiltração na Terra.

Naturalmente, como qualquer boa história de origem, as coisas não acontecem da forma como deveriam. Após ser retirada de curso e cair em Boston, Mari-Ell conhece seu futuro marido e começa a desenvolver laços com ele – inicialmente para seu disfarce como Marie, mas ao perceber como a vida na Terra representa todas as coisas que as crianças Kree não podiam experimentar em seu caminho para se tornarem soldados do império. É uma chance de amar, de viver uma vida de verdade, e não apenas sobreviver a isso. Uma vida que ela queria dividir com Joe, e que o faz lentamente, primeiro dividindo seu segredo alienígena com ele (e decidindo abandonar a missão) e eventualmente se casando e tendo uma filha juntos.

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Mas apesar de Joe parecer aceitar inicialmente a vida alienígena de Mari-Ell (e até parecer empolgado com isso), o perigo que isso representa acaba causando fissuras no relacionamento entre Marie e Joe. A mulher que Marie Danvers queria ser não era a espiã alienígena por quem Joseph Danvers havia se apaixonado. A ameaça da chegada dos Kree em busca de sua Capitã do Protetorado Supremo lentamente foi o tornando paranoico, além do fato de agora ele ter uma filha que também deveria ser protegida de sua ira.

A natureza curiosa de Carol enquanto crescia e seu desejo de estar entre as estrelas – e a rejeição de seu pai por essa ideia – acabam se tornando ainda mais trágicos dentro deste contexto. Um homem petrificado pelo medo de sua filha descobrir o perigoso legado de que sua esposa fugira. Isso não justifica a sua crueldade com Carol, ou o fracasso de seu relacionamento com Marie – a mistura do medo de Joe com seu alcoolismo o tornaram um homem muito diferente daquele por quem Mari-Ell havia se apaixonado.

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A devastadora história de origem de Mari-Ell muda a forma como a própria Carol se situava no universo. Seus poderes agora vêm de um vínculo familiar e não de um acidente. Não é uma mera herança de Mar-Vell. A história não torna sua vida familiar menos problemática e complicada do que já era. Na verdade, ela parece estar mais complicada agora, especialmente pelo fato dela ainda estar lidando com o acidente de seu irmão e seus próprios sentimentos a respeito da morte do pai. Mas é uma história absolutamente humana e que traça um caminho muito mais interessante para a construção do legal de Carol. Digno de uma criança tanto da Terra quanto de Hala, não?

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Fonte: io9.

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).