A primeira série do Studio Ghibli: Ronja, a filha do ladrão

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Baseada no livro da autorA suecA(tem gente achando que ela é “ominho”, ela é MUJER, MOLIER, MUIÉ, gentem) Astrid Lindgren, é a primeira série oficial do Studio Ghibli, produzida por Goro Miyazaki, filho de Hayao Miyazaki.

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A história no livro é a seguinte: Ronja é a filha do chefe de bandidos Mattis e de Lovis, sua esposa. Ela cresce na Fortaleza de Mattis, em sueco Mattisborgen. A “fortaleza” é um castelo abandonado, cortado ao meio por um raio que caiu no dia em que Ronja nasceu. Depois da tempestade, a outra parte do castelo fica ocupada pelo bando rival, os ladrões de Borka. Um dia Ronja conhece Birk, o filho de Borka, capitão dos ladrões hostis. Ronja e Birk tornam-se amigos, muito contra a vontade de seus pais. Como o conflito entre os dois clãs aumenta, Ronja e Birk escapam e começam a viver juntos em uma caverna na floresta. O desejo de Mattis de ter sua filha de volta faz com que ele procure contatos com seu rival Borka e acabe aos poucos com a rivalidade entre os bandidos. O livro é uma parábola sobre afetos e conflitos na infância entre pai e filha, a descoberta da independência e do amor, a sabedoria da vida em contato com a natureza e à tolerância em seu sentido mais amplo. Ele foi traduzido para várias idiomas e tem sucesso internacional.

Capa do livro para crianças de Astrid Lindgren, publicado em 1981 com o título "Ronja Rövardotter", na Suécia.

Capa do livro para crianças de Astrid Lindgren, publicado em 1981 com o título “Ronja Rövardotter”, na Suécia.

As aventuras de Ronja foram filmadas pela primeira vez em 1984 com grande sucesso por Tage Danielsson e existem várias versões para teatro. Em 1994, estreou na Polônia e na Alemanha o musical “Ronja Räubertochter” (Ronja, filha de ladrão) do compositor Axel Bergstedt, com uma orquestra e mais de cem participantes, na língua alemã.

Já a minissérie japonesa… Está encantadora desde 11 de outubro, data de estréia no Japão. A BS Premium lançou os 2 primeiros episódios nesta data e também exibiu um especial de 90 minutos no dia 4 de Outubro, intitulado temporariamente como “Ronja wa Koushite Umareta” (Como Ronja Nasceu, em tradução livre).

Embora a animação pareça um pouquinho diferente, já era algo esperado, já que temos um diretor diferente. E sinceramente, ela não deixa de ser boa por isso. A Ronja é fofiiiiinha <3

Dá pra perceber que ao contrário do pai, que sempre preferiu fazer tudo manualmente (Miyazaki desenhou todos os cenários de Ponyo à mão, por exemplo), Goro resolveu apostar um pouco mais em recursos tecnológicos de computação gráfica em suas animações. Levando em conta que foi ele quem dirigiu, por exemplo, Contos de Terramar em 2006, já temos boas críticas à respeito dele.

Mas até que é divertido :3

A sinopse da animação parece um pouco mais fantasiosa que a do livro, mas a essência é básicamente a mesma: Ronja é filha única de Mattis, apaixonado pela cria e chefe de bom coração da trupe colorida e engraçada de bandidos que vivem em um vasto castelo na floresta. Ronja nasceu durante uma tempestade, mas sua personalidade é alegre e amorosa. É bem perceptível que, como o pai, ela é uma garotinha de coração honesto, mas muitas vezes acaba sendo imprudente. Ronja começa a estudar as misteriosas criaturas que vivem na floresta, conhecer outras crianças e pela primeira vez, questionar a conduta do pai.

A Polygon Pictures é a colaboradora de 3D CG na série em parceria com o Studio Ghibli. O programa irá marcar a primeira vez em que Goro Miyazaki dirige uma série animada para a televisão. Satoshi Takebe, que compôs a OST de From Up On Poppy Hill, é responsável pela trilha sonora de Ronja. No trailer, ela parece bonitinha também:

“Sanzoku no Musume Ronja” ou “Ronja – A filha do ladrão” tem um elenco cativante e uma história promissora. Quem quiser ver os dois primeiros episódios legendados pode conferi-los aqui! <3

A mim me parece tão incrível como qualquer outra coisa do Studio Ghibli e estive animada para acompanhar esta animação por meses. E, se querem saber, realmente gostei muito dos dois primeiros episódios. A história segue o plot original, os personagens são muito simpáticos, a música é boa e os cenários são lindos. As harpias da história são aterrorizantes e a interpretação da canção do lobo foi ótima. Eu não sou o tipo de pessoa que realmente se sente super incomodada porque a animação é 3D. Já vi reclamações aos montes disso por aí, mas eu estou bem de boa com isso. Pode ser porque eu confio muito no Studio, afinal de contas. E com certeza vou continuar assistindo!

Segue uma galeriazinha de imagens fofinhas pra vocês conferirem melhor os traços dos personagens da animação e um beijo da Liao ;*

Quem escreve? Liao

Débora é musicista, pesquisadora e otaku (não fedida, prometo). 1/3 gamer, 100% sonserina. A alcunha de Liao veio de um site aleatório de geração de nomes japoneses (Liao é chinês, mas tudo bem).