7ª temporada de Orange is The New Black será a última

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Separamos alguns motivos para você assistir a série antes que ela acabe.

A Netflix oficializou que a 7ª temporada de “Orange is The New Black” será a última. Em um vídeo postado no Twitter, as atrizes comentam sobre esse final.

 

Pode parecer que foi ontem que começamos a acompanhar a história das mulheres em Linthfield, mas a trama começou lá em 2013, dá pra acreditar? E durante esses anos a série abordou temáticas muito importantes e que merecem ser discutidas. E se você nunca viu a série, aqui vão alguns motivos para correr pro Netflix e dar play nos episódios antes da última temporada chegar:

1 – Mulheres reais e diversas

Um problema que sempre enfrentamos dentro de produções audiovisuais é a falta de representação feminina ou a estereotipação da mesma. E OITNB é uma bela exceção à regra. Com um elenco majoritariamente feminino, a trama pode trazer personagens profundas e bem diferentes entre si. Não só em questão de comportamento, opinião e gostos pessoais, mas também na estética, com tipos de cabelo, tons de pele e corpos variados.

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2- Humanização de personagens

OITNB traz em cada episódio flashbacks que nos lembram que muitas vezes aquelas mulheres foram parar ali por questões que elas não podiam controlar. Somos lembrados constantemente que não se pode simplesmente julgar as pessoas e que há várias questões (sociais, familiares e financeiras, por exemplo) que envolvem  os atos que elas cometeram. Além disso, a série mostra como todas as pessoas têm falhas, mas que, independente disso, merecem uma segunda chance. E dentro da cadeia as ações que elas têm uma pelas outras humaniza todas personagens, lembrando que elas estão presas, mas não deixam de serem pessoas, com sentimentos, sonhos, remorsos…

3- Questões penitenciárias

Enquanto as detentas mostram questões mais arbitrárias como: falta de saneamento, problemas de higiene, alimentação, falta de espaço, despreparo dos guardas, entre outras coisas. A administração vem com a parte burocrática e a questão financeira. Então é um ótimo casamento, podemos ver como é a estruturação e como ela funciona na prática.

4- Racismo e xenofobia ligados ao problema carcerário

Um dos pontos importantes de discussão que a série traz é mostrar como o racismo e a xenofobia (principalmente com pessoas latinas) estão ligados ao encarceramento. Que isso é um problema estrutural e social e começa bem antes da prisão em si. Fora isso, há uma questão de tratamento diferenciado antes da prisão e depois dela. Tasha (Danielle Brooks) e Poussey (Samira Wiley)  foram duas personagens que sempre traziam esse posicionamento em seus diálogos.

OBS: para aprofundamento do assunto, recomendo assistir “A 13ª Emenda”, documentário de Ava Duvernay, também disponível na Netflix.

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“nossa luta é contra um sistema que não dá a mínima para pessoas pobres, pessoas negras e pessoas negras pobres”

5- Visibilidade LGBT

OITNB é uma das poucas séries a trazer personagens bissexuais e transgêneros (felizmente hoje em dia já temos mais algumas, né) e bastante visibilidade lésbica. Mas não é só dentro da tela que isso acontece, fora dela também. Laverne Cox, por exemplo, foi a primeira mulher transgênero na historia a ser indicada ao Emmy por sua personagem na série.  Isso é muito importante, por dar papéis a pessoas trans (há toda uma discussão em “Transparent” por Jeffrey Tambor ser um homem cis fazendo uma personagem trans) e também representar todas essas personagens, diferentes entre si, e suas histórias na tela.

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Bônus: Eu sei que o elenco é maravilhoso e ele poderia ser um super bônus da série, mas quis deixar esse espaço para a abertura. Além da música viciante “You’ve Got Time”, de Regina Spektor, é sempre importante lembrar que são ex- detentas na vida real que aparecem em cada frame e, assim como na série, retrata a singularidade de cada uma delas.

OITNB pode estar acabando no momento certo, mas vai deixar saudades, pelas histórias e pela importância que teve.

Quem escreve? Juliana Chacon

Jornalista e dona do canal A Louca dos filmes. Me apaixonei por cinema lá pelo 15 anos e desde então tenho me afundando cada vez mais em vícios da cultura pop. Alcancei o recorde de 100 seriados assistidos, e se puder vou falar sobre cada um deles com as pessoas. Sou louca por gatinhos, meias desenhadas e qualquer coisa possível de Star Wars. Me identifico 100% com Usagi Tsukino!