53,6% mulheres fazem parte do público gamer brasileiro, de acordo com a Pequisa Game Brasil 2017

Tomb Raider

E, mais uma vez, o público feminino continua crescendo!

A Pesquisa Game Brasil está na sua quarta edição oferecendo dados sobre o comportamento, consumo e tendências dos jogadores brasileiros. A pesquisa é uma parceria entre o Sioux, Blend New Research e ESPM que foi realizada entre os dia 01 e 16 de fevereiro com quase 3 mil entrevistados.

A pesquisa divulga a porcentagem de onde estão localizados os jogadores, classe social, faixa etária, sexo, gênero que costumam jogar, plataforma, entre outros dados muito importantes que servem tanto para os pesquisadores entenderem o mercado tanto quanto para os desenvolvedores indies brasileiros direcionarem seus games para o público-alvo.

PGB público feminino

Esse ano mais uma vez o percentual de mulheres gamers cresceu. O número subiu para 53.6%. Ano passado a mesma pesquisa afirmou que o número era 52.6%.

Games & MulheresA pesquisa ainda afirma que 59% das mulheres se declaram jogadoras casuais, revela seus gêneros favoritos, as características que mais gostam em um jogo, aonde jogam, marcas preferidas, quanto jogam durante a semana e onde procuram por novos games para jogar.

A Pesquisa Game Brasil possui duas versões: uma gratuita e uma paga. Você pode acessar a versão gratuita da pesquisa aqui.

Antes de entrar em discussões como “eu não vejo mulher jogando ou jogo de celular não é jogo”, ou tentar desacreditar uma pesquisa séria realizada com quase 3 mil pessoas, sugiro ler sobre assédio que as mulheres e meninas sofrem em jogos online (só jogar no Google ou ler algumas coisas que já publicamos por aqui), assistir ao documentário Donzela em Defesa, ler a teoria do professor e historiador Johan Huizinga sobre o que é jogo em sua obra Homo Ludens e, por último, dá uma olhada nos preços de consoles, PC gamers e jogos eletrônicos (que não são nada acessíveis). As mulheres preferem ficar anônimas nos jogos online ou, simplesmente, não saem falando por aí o que jogam para não sofrerem assédio ou preconceito (até dos próprios pais). E nem todo mundo tem condições financeiras de comprar jogo, console e PC. E jogo é jogo independente da plataforma, se em versão digital ou analógica, se é no smartphone ou no console, no portátil ou no PC.

Links úteis:

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Entrevista com Ernerst Adams, fundador do IGDA, sobre feminismo nos games

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Quem escreve? Rany

Graduada em Jornalismo e Jogos Digitais e pós-graduada em Mídia Digitais. Fã incondicional de As Crônicas de Gelo e Fogo, Tolkien, Fables, Tarantino, Miyazaki, Okami, Dragon Age e Mass Effect. Divido meu tempo livre com os meus vícios em séries de tv, filmes, livros e games.