Diário de Bordo de uma Iniciante em LoL – Dia 1

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Faz 2 dias que eu resolvi entrar nesse mundo de League of Legends que todos estão tão vidrados. Devo admitir que isso só aconteceu depois de muita insistência do meu marido, que é completamente viciado e achou que se eu começasse a jogar seria ótimo para passarmos mais tempo juntos <3 Apesar dele nunca ter dançado no Just Dance comigo, eu cedi e aceitei o desafio. Esse nunca foi meu estilo de game, nunca joguei Dota nem Warcraft, então entrei no LoL completamente virgem e inexperiente. Por isso, resolvi usar as minhas dificuldades de iniciante para contribuir para um mundo melhor, ajudando aqueles que estão começando agora também e relatando minhas novas descobertas. Bonito, não? E também aceito dicas e truques de quem já é mais experiente para me ajudar a melhorar ainda mais. Então vamos lá!

Dia 1: Puro desespero

Tudo começou num sábado a noite, não tinha muito o que fazer. Resolvi experimentar o League of Legends que meu marido e alguns amigos estavam ubber viciados. Tudo começou bem tranquilo, com um tutorialzinho básico de como usar os poderes, bater e correr. Depois um segundo tutorial um pouco menos tranquilo de como agir em uma batalha. Mas, até aí, ainda estava tudo bem.

Para as lições básicas eu poderia escolher um dos três personagens: Ashe (uma arqueira com poderes de gelo), Ryze (um mago que solta uns rainhos) e o terceiro é um guerreiro, acho que se chama Garen, não prestei muita atenção porque não gosto muito de “~lords~”. Escolhi o Ryze por afinidade mesmo. Sempre gostei mais de personagens mágicos.

Depois do tutorial, o Felipe (my husband), falou para eu jogar com ele e o irmão dele, mas contra bot mesmo, para eu treinar antes de entrar no PVP. Até tinha achado o Ryze legalzinho, mas como ele não estava entre os personagens grátis da semana (para quem não sabe, toda semana eles liberam alguns campeões de graça para as pessoas testarem) e eu não tinha certeza se queria comprá-lo, resolvi testar um dos que estavam disponíveis mesmo.

Minha primeira escolha foi a Evelynn:

Escolhi ela primeiro porque o nome é parecido com o da minha mãe (Evely), achei que podia dar sorte. E segundo porque ela também tem aquele ar sombrio de mago, é azul e tem cabelos vermelhos, parecia ser legal. Quando o jogo começou, eu ainda vi que ela falava frases como “a noite é o meu véu” e pensei “adorei” e que tinha feito uma boa escolha mesmo.

Bom, minha felicidade durou só até os primeiros 90 segundos de jogo, quando as tropas são liberadas e a treta começa de verdade. Vocês já viram uma criança deficiente de 3 anos tentando programar um computador? Para mim, foi quase isso.

1ª dificuldade: Clique direito x Clique esquerdo
Sou só eu ou mais alguém acha que a lógica de botões do mouse em LoL está invertida? Para andar e bater normal, sem usar o mana, a gente clica com o direito, e para usar as magias especiais a gente clica com o esquerdo. E eu simplesmente não conseguia enfiar isso na minha cabeça (e até o momento ainda apresento certas dificuldades). Para mim, andar é com o esquerdo e magia é com o direito, e ponto.

Agora imagina eu desesperada tentando fugir apertando desesperadamente o botão errado? E pior, enquanto eu tentava bater, ficava apertando inutilmente o botão de correr. Agora imagina alguém vendo a cena de fora um bonequinho retardado correndo que nem bêbado pra lá e prá cá sem acertar ninguém e morrendo que nem uma banana? Foi mais ou menos assim.

O Felipe pediu para eu não esquecer desses detalhes aqui, como ele disse: “nao esquece de colocar muitos ‘não consigooooo’ (cliques vesgos e desesperados)“.

Realmente, quando ele e o Mateus (irmão dele) perguntavam por que eu tava correndo em zigue zague que nem besta e não batia em ninguém, eles tiveram que ouvir milhões de “não consigooo” chorosos.

Quase desisti no meio do jogo, falei que eu não tinha jeito pra League of Legends e que era muito difícil. Mas o Felipe foi firme em me incentivar, falou que eu tava exagerando, ficando desesperada demais e não conseguia pensar direito por isso. Que era normal, que eu nunca tinha jogado nada parecido antes e que quando eu percebesse, já não acharia mais tão difícil.

2ª dificuldade: me achar na batalha

Resolvi dar outra chance. Joguei mais algumas partidas com a Evelynn que foram bem similares à primeira. Recheadas de:

Felipe: Marina, te salvei (minha personagem com um peido de vida).
Eu: Ah é? Nem tinha visto.

Felipe: Caraio, to matando herói do seu lado e você não vem ajudar.
Eu: Ah é? Nem tinha visto.

Obs: mais um trecho escrito pelo próprio que pediu para eu não esquecer de colocar aqui também.

Mas é verdade mesmo, para mim já era muito complexo eu sobreviver e andar, imagina se eu ainda ia conseguir prestar atenção no que mais estava acontecendo no jogo?! Impossibru.

3ª dificuldade: desbloquear a tela

Mais uma lição que meu amado tutor, Felipe, tentou me ensinar sem sucesso. Ele disse que, para eu ser uma boa jogadora, tinha que usar a tela desbloqueada para enxergar o que aconteci em outras partes do mapa. Mas tudo o que eu conseguia fazer era empurrar a tela longe pra caralho demais e me perder no jogo e morrer porque não conseguia me localizar. Desisti dessa lição, achei que as lições 1 e 2 deveriam ser aprendidas primeiro antes de dar esse salto.

Superando as dificuldades

Até que eu resolvi testar outro personagem disponível, a Vayne:

Meus companheiros falaram que era uma boa escolha, que ela matava demais. E admito que a partida com ela foi mais fácil, ela é mais simples, pura porrada. E dessa vez eles foram me indicando os itens certos de comprar para deixar ela mais forte ainda. Foi a primeira partida que eu me diverti de verdade.

Como eu estava com dó deles terem que jogar contra bot por minha causa, deixei eles irem pro PvP e fui tentar uma sozinha contra o computador. MATEI 27 VEZES E SÓ MORRI 7!! Aí fiquei me achando ~fodona~, me sentindo a nova master ultra gamer de League of Legends, achei que estava preparada para o meu primeiro PvP.

Meu primeiro PvP

Foi uma tragédia. Não matei ninguém, morri 11 vezes, dei só duas assistências e meu time perdeu, e muito por culpa minha, porque eles tinham que se preocupar comigo. Voltei pro desespero inicial, falando que eu não conseguia jogar, que era muito difícil pra mim, etc, etc. Pelo menos ninguém desconhecido me xingou, o que me deixou mais tranquila, mas aposto que todos me julgaram. Fazer o que, né.

Depois dessa, fui dormir. Um pouco triste, é verdade. Mas sonhei a noite toda com o jogo e acordei vendo que meu vício estava instaurado. Já era.

Como esse post já ficou um pouco grande, depois venho contar como foi meu segundo dia de aventuras pelos mares desconhecidos de League of Legends, de como eu consegui a Ashe, aprendi algumas coisas e tudo o mais. Tchau.

Quem escreve? Marina (Feiurosa)

Jornalista, escritora e invocadora nas horas vagas. Também resolveu se aventurar no mundo do empreendedorismo abrindo sua própria empresa de marketing digital. Foi assim que começou a ter cabelos brancos. O apelido "Feiurosa", usado em todos os jogos, é uma homenagem ao seu maior amor canino, uma viralatinha chamada Feiura, que já partiu, mas continua em seu coração.